Uma aventura nos céus: viagem de avião com bebê

Viagem de aviãoDesde que engravidei eu sabia que esse dia ia chegar e morria de medo só de imaginar. Morando em Oslo, era inevitável que uma hora viajássemos para visitar a família no Brasil e teríamos que enfrentar longas horas de avião com nosso filho pequeno. Às vezes até pensava que poderia prolongar minha estadia no Brasil ou ir um pouco antes do meu marido, mas me assustava só de pensar em ficar sozinha com meu filho dentro do avião.

Mas Gael nasceu, e aos poucos fui ganhando confiança. A princípio nós três viajaríamos dia 18 de dezembro, mas a ansiedade foi tanta que quando surgiu a oportunidade de antecipar minha passagem, confirmei feliz. O que me ajudou a me deixar mais segura foi uma viagem longa de carro que fizemos mais ou menos um mês antes. Foram cinco horas de estrada e várias paradas para solucionar crises de choro. Nós não temos carro em Oslo, então ele não está acostumado a sentar na cadeirinha, só topamos mesmo esse passeio porque queríamos muito visitar nossos amigos. Acabou que essa primeira viagem de carro me mostrou que viajar de avião não seria tão difícil. Para um bebê que não consegue tirar longas sonecas (e isso rende um post longo), a viagem de carro é muito pior. No avião ainda posso passear um pouco com ele para se distrair. No carro não, ele tem que ficar sentadinho, e isso é muito entediante para um bebê que está descobrindo seus movimentos. Se sobrevivemos a essa viagem, já sabia que o avião não seria pior. Afinal, no voo era diurno o máximo que poderia acontecer era ele não dormir. Então no dia 12 de dezembro, eu e Gael nos despedimos do seu pai e embarcamos nessa aventura.

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