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Um tour pelos parques!

Os últimos meses foram de algumas viagens por aqui. Em abril fomos para o Brasil e no início de junho fizemos um pequeno tour por países aqui perto. É sobre esse tour nórdico que quero falar por aqui hoje!

Minha irmã veio nos visitar aqui em Oslo e já tínhamos o plano de ir para a Legoland há algum tempo, então pensamos primeiro como ir. Daqui de Oslo as opções são: avião, trem, carro e barco, só depende do tempo que você tem e o quanto quer gastar. Optamos por ir de trem e parar em duas cidades.

A primeira cidade foi Gothenburg, que fica a 3:40 de trem ou 3 horas de carro. Cidade linda, com pessoas simpáticas e um parque de diversão incrível que se chama Liseberg. Nem estava nos nossos planos iniciais visita-lo, mas o dia estava bonito e já tínhamos feito o que havíamos planejando, então fomos no final do dia. Foi bem rapidinho, mas já deu para se divertir bastante.

Ficamos só um dia em Gothenburg e já partimos para Copenhagen, onde ficamos por três dias. Mais uma cidade com um parque para visitar: o Tivoli. Esse parque já tínhamos ido há dois anos atrás, mas minha irmã não conhecia. Eu nem tinha a intenção de ir de novo, mas lá fomos nós outra vez!

E então depois seguimos para Billund, que era o objetivo dessa viagem desde início e onde fica o único parque que tínhamos planejado inicialmente conhecer! Cidade sede da Lego, fica a 3 horas Copenhagen e é mínima. Sério, fomos de carro e só pensava em que fim de mundo iríamos parar, que fim de mundo que foram colocar a sede. Não chegava nunca e não parece ter muita coisa por perto. A cidade tem a Lego, Legoland, Lalaland (um parque aquático coberto), aeroporto e um centrinho. E é isso, dá para fazer tudo à pé.

E foi assim que a viagem ganhou o título oficial de “A viagem dos parques”! Três cidades e três parques, só que nada de Disneyland! Faltou só o parque aqui perto de Oslo (aqui também tem! Se chama Tusenfryd). Gente, parque é muito divertido, eu adoro, então vou falar um pouco de cada um deles aqui.

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Liseberg

O parque foi inaugurado em 1923 e fica bem no meio da cidade. As atrações são bem variadas, tem uma área só para as crianças pequenas, uma para os mais corajosos, muitos restaurantes e lojas.

A Kaninland, “terra do coelho” (o mascote do parque é um coelho), é onde tem várias opções para os mais miúdos. Ficamos a maior parte do tempo lá, até porque tem uma área onde não precisa de bilhete, com escorregas e obstáculos para escalar, Gael não queria sair de lá!

O parque tem um preço só para a entrada, mas você deve pagar as atrações individualmente e aí os preços variam. Se você for para passar o dia vale a pena comprar a pulseira que dá livre entrada a todos os brinquedos. Como não íamos em todos, para nós valia mais apenas comprar alguns tíquetes.

Ah, o parque também tem teatros e shows, vários artistas famosos já se apresentaram por lá. Como só tínhamos um dia em Gothenburg, não deu para aproveitar tudo o que o parque tinha para oferecer, então vamos voltar com certeza. Apesar do pouco tempo, amamos muito conhecer! Acho que o melhor é o clima que o parque tem, todos podem se divertir e Gael AMOU ver o carrinho da montanha russa passando rápido. Ficou sentado um tempão admirando!

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Tivoli

O Tivoli acho que é o mais famoso dos parques daqui. Pelo menos quando nunca tinha ouvido falar de Liseberg e perguntei o que era, me falaram: “É o Tivoli de Gothenburg”. E também para quem é do Rio da minha idade mais ou menos, vai se identificar com o nome, pois há muito tempo atrás havia um parque de diversão chamado Tivoli em plena Lagoa no Rio de Janeiro.

Pois então, o Tivoli fica e Copenhagen, capital da Dinamarca, bem no meio da cidade, do lado da estação de trem. É bem parecido com o Liseberg, tem restaurantes, teatros e atrações variadas (mas o Liseberg tem bem mais atração e é mais variado!) O preço também é parecido, com entrada + tíquetes individuais e com a opção de comprar a pulseira.

O parque abriu em 1843 e é o terceiro parque mais visitado da Europa. Então se puder, evite ir no final de semana porque tem muitos grupos, tudo fica mais cheio.

No dia em que fomos estava ventando e chovendo um pouco, isso sempre atrapalha a experiência. E acho que depois do dia que tivemos no Liseberg, nossas expectativas ficaram bem mais altas. Mas sendo sincera, o Liseberg é bem mais variado e amplo. E até as atrações em si são melhores, por exemplo, a montanha russa do Tivoli perto da que fomos em Gotehburg parece só um suspiro. Quando está ficando bom acaba. Já a do Liseberg parecia ter volta que não acabava mais.

Se você tiver em Copenhagen vale a visita com certeza, o parque é super bonito, mas se tiver mais tempo ainda, pegue o trem para Gothenburg e passe um dia no Liseberg

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Fomos abençoados com um sábado perfeito. Eu sei que tem umas nuvens escuras ali na foto, mas aqui na Escandinávia é assim mesmo, tem sempre nuvens passando pelo céu, mas no geral foi um dia bem bonito, deu até para brincar nas atrações com água.

O legal da Legoland é que ele é voltado para crianças mesmo, tem algumas montanhas russas, mas sem looping, que permitiam crianças acima de 1m. Havia muito brinquedo que o Gael podia entrar e ele amava tudo, quando terminava se agarrava no brinquedo e não queria sair.

O que ele mais gostou foi o brinquedo da Canoa, que passeia por um rio e no final tem uma quedinha. Dá para ver na foto o quanto eu estava desconfiada dessa queda, mas foi super tranquilo. Gael gargalhou quando terminou e subiu água para os lados. Depois ficou rindo dos outros barcos caindo também.

O que nos chamou a atenção foi o quanto fomos despreparados comparados com os locais. Eles levam uns carrinhos com tudo o que precisam do dia. Muita comida, isopor, frango assado, o que for preciso para passar o dia. E pelo parque tem espalhado várias áreas para piquenique. Achei bem legal isso, até porque o parque só tem aquelas opções de comida normais que tem em parque, então acho que se formos novamente vamos levar nossa cesta de piquenique também.

Nós adoramos nosso dia lá e ficamos com vontade de voltar. De Oslo para lá é apenas uma hora de avião e o preço é super ok por companhias low cost. Nós alugamos um apartamento no Airbnb de um designer que trabalha na Lego, super lindo o local (foto aqui embaixo), fizemos tudo à pé e quando precisamos pegamos ônibus facilmente. Enfim, vale a visita! Lembrando que tem Legoland em outros lugares do fundo, escolhemos essa porque era a mais perto para nós.

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Viajar de carro requer criatividade!

Nunca foi muito fácil sair de carro com o Huguinho. Quando ainda usávamos o bebê-conforto era um terror. Ele chorava muito, não queria ficar sentado e apenas 15 minutos no carro parecia uma viagem de três horas.

Logo que trocamos o bebê-conforto pela cadeirinha o comportamento dele melhorou muito! O Huguinho passou a curtir os passeios de carro, a olhar tudo com mais curiosidade e a interagir conosco sem que precisássemos sentar no banco de trás.

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Fim de férias!

FimdefestaVerão na Noruega é um clima muito gostoso. Nem sempre quente o suficiente como o verão que estamos acostumados no Brasil, mas independente disso é uma época que eu curto bastante. Dias longos, sol gostoso, perfeito para ficar até tarde nos parques.

Aproveitamos muito esse período, pois sabemos que em breve o inverno chega e vamos nos esconder em muitas camadas de roupa ou dentro de casa com velas e chocolate quente. Mas enquanto o sol ainda aquece estamos na rua com Gael. Ele ama ver pessoas nas ruas, adora fazer uma gracinha esperando um sorriso de volta. Pena que por aqui nem sempre isso é retribuído ou é retribuído de forma muito tímida.

Muita coisa aconteceu nesse tempo em que ficamos de férias. Gael agora fala sem parar, come demais e já anda! Estava muito ansiosa para ver ele caminhar, parecia que ia ser rápido, pois ele muito cedo começou a virar, engatinhar e ficar em pé. E quando ficou em pé tinha com um sorriso tão grande no rosto que parecia que não ia querer mais outra coisa. Mas acabou que ele virou um mestre na arte do engatinhar, se movia super rápido rebolando a bundinha e, por mais que conseguisse dar um ou dois passos, logo que queria se deslocar descia e ia engatinhando mesmo.

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Coisas úteis em viagem com bebê

Viajar com criança pode assustar no início, “vai que a criança estranha”, “e se ela não dormir?”, “medo de bebê chorando no avião”. São muitas dúvidas para pais de primeira viagem (literalmente). Mas só dá para saber se vai dar certo tentando, não é mesmo? Bebê chora, não tem jeito, vai chorar em casa ou viajando. Sempre vai ter um olhando feio, mas e daí? Eu nem ligo. Mudar a rotina sempre muda de alguma forma, é outro ambiente, outras atividades, às vezes outra comida.

Nós embarcamos nessa experiência com um bebê de colo e não nos arrependemos. Algumas coisas que fizemos foram bem úteis e queria dividir por aqui.
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Gael pelo mundo: Itália

Uma das coisas que mais gosto de fazer é viajar e é uma alegria poder fazer isso em família. Minha licença maternidade está chegando ao fim e já tínhamos planejado uma viagem para o final dela. Na verdade, ela já acabou, mas eu estou usando minhas férias para estende-la, então queria muito usar esse tempo também para passear, já que depois não vou ter férias tão cedo. Viajar é bom demais, e viajar com filho também é divertido, mas um pouco diferente.

Sempre quisemos conhecer a Itália, mas queríamos fazer uma viagem com bastante tempo para conhecer várias cidades e fomos adiando, colocando outros países na frente. Bem, chegou a vez desse país cheio de lugares lindos e comida deliciosa e agora temos mais um integrante na família, por isso definimos que 10 dias era tempo suficiente e colocamos apenas Roma e Florença na lista (com Pisa de bônus) para poder conhecer com calma.

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Uma aventura nos céus: viagem de avião com bebê

Viagem de aviãoDesde que engravidei eu sabia que esse dia ia chegar e morria de medo só de imaginar. Morando em Oslo, era inevitável que uma hora viajássemos para visitar a família no Brasil e teríamos que enfrentar longas horas de avião com nosso filho pequeno. Às vezes até pensava que poderia prolongar minha estadia no Brasil ou ir um pouco antes do meu marido, mas me assustava só de pensar em ficar sozinha com meu filho dentro do avião.

Mas Gael nasceu, e aos poucos fui ganhando confiança. A princípio nós três viajaríamos dia 18 de dezembro, mas a ansiedade foi tanta que quando surgiu a oportunidade de antecipar minha passagem, confirmei feliz. O que me ajudou a me deixar mais segura foi uma viagem longa de carro que fizemos mais ou menos um mês antes. Foram cinco horas de estrada e várias paradas para solucionar crises de choro. Nós não temos carro em Oslo, então ele não está acostumado a sentar na cadeirinha, só topamos mesmo esse passeio porque queríamos muito visitar nossos amigos. Acabou que essa primeira viagem de carro me mostrou que viajar de avião não seria tão difícil. Para um bebê que não consegue tirar longas sonecas (e isso rende um post longo), a viagem de carro é muito pior. No avião ainda posso passear um pouco com ele para se distrair. No carro não, ele tem que ficar sentadinho, e isso é muito entediante para um bebê que está descobrindo seus movimentos. Se sobrevivemos a essa viagem, já sabia que o avião não seria pior. Afinal, no voo era diurno o máximo que poderia acontecer era ele não dormir. Então no dia 12 de dezembro, eu e Gael nos despedimos do seu pai e embarcamos nessa aventura.

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Viajar com bebê é muito bom (e também cansativo)

WP_20160101_09_35_44_RichAproveitamos o feriado de ano novo para levar o Huguinho pra roça. Viajar com o nosso bebê é sempre muito bom, mas já vamos sem a ilusão de que será tudo perfeito, calmo e sem imprevistos. Com o Huguinho, pelo menos, sempre voltamos pedindo férias (risos!).

Desta vez, a maratona começou desde a arrumação das malas. Como fomos literalmente para o meio do mato, não dava para esquecer nada, pois a farmácia ou o mercadinho mais próximos ficam a cerca de 20 km de estrada de chão.

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