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Sobre a pior parte de morar fora: Saudade.

Rio de Janeiro. 

Se alguém me perguntasse se existe algo semelhante entre pessoas que moram longe, certamente eu diria que é a saudade.

Saudade que me pegou de jeito nesses últimos tempos… Há três anos morando fora, nunca senti algo tão forte como desta vez. E não se trata de estar satisfeita ou não com a cidade em que estamos morando, pelo contrário, Londres é paixão antiga, que amo cada vez mais. Eu vivo encantada com tudo por aqui.

Trata-se de pele, cheiro, vontade de estar perto dos amados. Do Rio, da comida, da energia, dos abraços, celebrações e despedidas.

Outro dia, da janela do meu quarto, vi minha vizinha recebendo sua filha e netinha. Quanta alegria naquele encontro! Encontro esse que acontece sempre entre elas… Fechei as cortinas e chorei. Chorei porque queria muito meu filho perto dos avós. Queria poder ter minha mãe e pai por perto pra viver constantemente esses encontros. Sei que amor não tem distância, barreira… mas não existe melhor lugar que um abraço, não é verdade?

Algumas coisas importantes aconteceram e fizeram esse sentimento aflorar. Meu irmão estava aqui e pude ver o quão lindo é a sua relação com o Tom. Tom ficou encantado com ele, chamava por ele o tempo todo. Que delicioso seria se fosse constante, com todos da família e não de tempos em tempos. Nesse período, também rolou as olimpíadas… e o Rio ficou “ligado” 24 horas aqui dentro de casa. Deu tanta saudade da terrinha. E pra finalizar, uma pessoa que eu gostava demais faleceu… É tão ruim estar longe nesses momentos. Duro não poder se despedir.

Ainda bem que temos a internet. Sempre agradeço por sua existência, pois “quebra não só um galho, mas uma árvore inteira”, pra nós que moramos longe. Tom não pode ouvir o barulho do face time em qualquer lugar que já fala: “mamãe, vovô”! Mas me questiono sempre sobre essas relações que são construídas através do computador, porque pra mim, é tão pouco. Tem horas (como agora) que dá vontade de mergulhar dentro da tela.

Bom, mas nessas horas a gente chora, pensa e chora de novo… heheheh. Porque tem coisas, como diz o ditado: “o que não tem remédio, remediado está”. E escolhas têm preço, e o preço de morar longe, é estar feliz, mas viver com a saudade. Ora pertinho, ora atracada fortemente com você!

Beijos e até…

As aventuras na casa dos avós

IMG-20160128-WA0005Ainda hoje lembro como ficava feliz de ir à casa dos meus avós quando criança. São muitas boas lembranças e histórias para contar. Por isso, desejo muito e vou me empenhar para que o Huguinho curta bastante a casa dos avós.

Os meus pais moram a cerca de 50 km de Penedo. Não é logo ali na esquina, mas também não é tão longe assim, como no caso da Carol e da Mari.

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