Para tudo tem uma primeira vez

gael

Na primeira vez que peguei meu filho nos braços ele estava com os olhos arregalados e chegou encolhidinho, meio pálido. As esfermeiras faziam cosquinha para fazê-lo chorar e abrir os pulmões. Mas ele só fazia uns barulhinhos baixos e olhava arregalado sem entender o que estava acontecendo. Estava muito cansado depois de um longo trabalho de parto. Eu só conseguia olhar e acariciar e sorrir. Sempre que pensava nesse nosso primeiro momento me imaginava chorando muito e acabava chorando só de pensar. Mas eu não chorei, só conseguia sorrir.

A nossa primeira noite juntos foi bem tranquila. Ele dormiu no bercinho da maternidade ao lado da minha cama, um sono tranquilo que me deixou até preocupada pois mamou quase nada no primeiro dia. “Ele pode estar muito cansado”, diziam as enfermeiras. Não deu outra, a segunda noite foi a noite da amamentação.

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