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2 anos de Gael

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Gael fez dois! Nem acredito, não foi ontem que estava escrevendo aqui sobre a festa de 1 ano? Meu menininho lindo, que está enorme  super esperto, completou dois anos de vida trazendo muito amor para essa família!

Na verdade já tem um tempo, a data oficial é 7 de agosto, eu que estou super atrasada! Mas a vida anda tão corrida e com tantas mudanças que não consegui sentar aqui para escrever (no próximo post conto mais sobre as mudanças, pois é vamos nos mudar!).

Voltando aos dois anos! Sim, “os terríveis 2 anos”, como costumam dizer, chegou agitado. É bem difícil muitas vezes, mas eu tento levar com tranquilidade e não tem sido um problema grande. É claro que às vezes acontecem situações mais difíceis, como quando ele estava comendo banana sentado no carrinho no ônibus, partiu a banana no meio e queria colar de volta. Chorou muito porque a banana não colava. Por mais que eu explicasse que não dava, nada fazia ele parar de chorar. O ônibus estava lotado e muitos olhavam para ver o que eu iria fazer.  Outro dia ele ficou frustrado porque escolheu a roupa para ir para creche. Até aí tudo bem, o problema foi que ele escolheu duas calcas jeans, e ele ficou muito chateado porque não conseguia vestir as duas calças, nem por cima nem por baixo. Às vezes ele escolhe duas blusas, mas não chega a ser um problema, já que é só vestir as duas e problema resolvido.

Essas são algumas situações que às vezes nos pega de surpresa. Mas ver ele muito mais independente, fazendo suas coisinhas, falando 2 línguas (ou quase isso), contando o que aconteceu durante o dia na creche, escolhendo o que brincar, qual livro ler… ah não tem preço, está sendo muito especial.

IMG_9612 2E mais especial ainda é ver ele dormindo tão bem! Quando ele nasceu parecia que isso nunca iria acontecer, pensava “nunca mais vou dormir!”. Mas o tempo passou e ele aprendeu a dormir sozinho, dorme longas sonecas e a noite toda. Isso já tem um tempo, com um pouco depois de 1,5 ele passou a dormir bem melhor. E saber que se tem a noite toda  para dormir nos dá até alguns luxos, é mais fácil se planejar, às vezes fico lendo livros até tarde, mas não tem problema porque sei que terei algumas horas seguidas de sono. Antes ele dormia e eu dormia junto, porque nunca sabia como seria a noite.

A alimentação anda bem também. No geral Gael é muito bom de garfo. É claro que tem dias que ele não quer comer nada e ele agora está numa fase de jogar tudo longe. Pega garfo, colher e faca e arremessa longe. Começa a comer com a mão. Aí resolve que quer tudo que ele jogou no chão de volta, para depois arremessar de novo. As refeições são bem movimentadas. Mas apesar disso ele costuma comer bem. Adora cenoura e beterraba, frango, macarrão, pepino (sim! é bem coisa de norueguês isso). Ama fruta, come de tudo, as favoritas do momento são kiwi, morango e framboesa. E ama suco também, principalmente suco verde, com couve, pepino, gengibre… nem eu gosto muito e ele adora! Se por acaso ele não está comendo bem eu faço um suco com tudo que tem direito e ele toma tudo!

Tem adorado brincar com quebra-cabeças. São bem simples com duas ou três peças. Ele pega a caixa, senta no chão e grita “Vem mamãe!” me chamando para brincar com ele. Muito fofo, até que depois de montar tudo ele resolve jogar tudo para o alto. Lego também é favorito, ele ganhou vários de aniversário e agora tem uma coleção bem grande desse Lego duplo. Pode ficar horas montando tudo que ele mais gosta carros, avião, túnel, animais.

Captura de Tela 2017-08-29 às 22.43.52Andar de bicicleta na cadeirinha também foi favorito do verão aqui em casa. Nós amamos sair juntos para pedalar, passar a tarde fora com bicicleta, ir até a beira do fiord para ver barcos e patos, depois passar nos parque, lanchar e voltar para casa. Oslo é uma cidade ótima para se andar de bicicleta, tem muitas ciclofaixas e trânsito tranquilo que respeita os ciclistas, eu amo isso aqui.

Muito perto da data de dois anos a filha de um casal amigo nosso nasceu no mesmo hospital de Gael. E nos vimos de novo naquele ambiente onde tudo começou. Rever os pais com seus recém-nascidos me deu nostalgia, mas também não me deu a saudade que dava antes. Foi muito especial aqueles momentos de encontro e descoberta, mas sinceramente estou muito mais feliz nesses dois anos. Parece que cada fase que se inicia é uma fase melhor.

Às vezes eu ainda me pego contemplativa, olhando essa pessoinha andando pela casa e penso “meu filho”! Que coisa mais linda, com risada mais gostosa! Que me mata de cansada, mas me enche de amor! Parabéns Gael, por esses 2 anos de muito aprendizado e diversão. Pode ter certeza que vou me esforçar ao máximo para que todos os anos sejam maravilhosos para você, vamos celebrar a vida juntos! Te amo!IMG_9628 2

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A maternidade e as novas amizades

Fonte: Pixabay

Fonte: Pixabay

Depois que temos filhos a vida muda radicalmente. Em vários sentidos, incluindo o convívio social. Sair e não ter hora para voltar, independente do dia, é algo inimaginável a partir de então. Até porque você precisa pensar nas horas de alimentação, sono, xixi, cocô, mau humor, bom humor… e por aí vai.

Principalmente com crianças pequenas é muito comum os país não conseguirem mais frequentar os mesmos lugares. Com isso os amigos — e os próprios pais –acabam se afastando, involuntariamente e, em alguns casos, voluntariamente. Desde que o Huguinho nasceu já cansei de ler e reler relatos de outras mães contando como os amigos se distanciaram depois que seus filhotes chegaram. E acontece mesmo!

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A vida materna e suas escolhas

IMG_7989Antes de ser mãe eu nunca pensei na opção de deixar de trabalhar fora para ficar com o filho. Sempre quis conciliar as duas coisas e, apesar de curtir muito a ideia de ficar em casa com ele durante a licença de maternidade, parecia natural voltar a trabalhar depois de um tempo. Mas nada como ser mãe para mudar de ideia, não é mesmo?

Depois que fui mãe passei a entender muito mais as mães que se dedicam exclusivamente à maternidade. Que têm a oportunidade de ficar o dia todo ao lado dos filhos. Eu super entendo, mas também acho natural ter vontade de voltar ao mercado de trabalho. Sou assim sabe, queria poder ter as duas coisas, queria trabalhar e poder ficar com ele o tempo todo.

Acho que as duas opções tem suas vantagens. Mas optei por trabalhar e, na maior parte do tempo, fico tranquila quanto à nossa escolha. Mas e quando eu tenho que deixar ele na creche correndo porque preciso entregar um trabalho? Quando ele fica chorando e tenta se agarrar a mim? Não é fácil não, muitas vezes eu desejo poder ficar com ele mais tempo. E olha que até tenho um horário flexível e às vezes até consigo trabalhar de casa.

Nessas situações sempre me pego pensativa, queria tanto poder ficar mais com ele sem precisar ter que pensar em outras coisas. Porque mesmo quando estou no trabalho, sempre estou com ele na cabeça. Mesmo trabalhando fora também sou mãe em tempo integral. A todo momento. A diferença é que quem trabalha fora às vezes precisa dividir algumas preocupações entre pepinos do trabalho e merenda da criança.

A vida é feita de escolhas, não é? Ou a gente tenta sempre fazer a melhor escolha dentro do que a vida nos oferece. Estamos tentando ser a melhor mãe que podemos ser. Ou tentando sempre melhorar. Ou quebrando a cara toda hora, mudando de opinião… Ficar em casa com o filho não é uma opção para mim agora. Mas deve ser bom demais ter essa opção.

Meu lado mãe quer abraçar meu filho a cada segundo e cada vez que ele cair estar lá para segura-lo. E um outro lado de mim quer se dedicar muito ao trabalho e à carreira.

Já falei aqui em outro post, quem não tem filho não tem ideia de como a vida muda. E tenho pensado muito nisso ultimamente: carreira & maternidade, como conciliar tudo da melhor forma. Algumas escolhem se dividir entre as duas coisas, outras preferem parar o trabalho por um tempo para se dedicar ao filho, são muitas escolhas que precisamos fazer e o importante é fazer a que nos deixa mais tranquila. Pensando nisso, tem dois vídeos que vi no youtube já faz tempo e que me lembrei nesse momento que tem tudo a ver com esse tema, recomendo!

O primeiro é sobre o trabalho mais difícil do mundo. Adivinhem qual é? E o segundo mostra uma mãe que por um tempo ficou em casa para cuidar dos filhos e agora tenta voltar ao mercado de trabalho.

(estão em espanhol, mas acho que é tranquilo entender)

 

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Ainda não um menino, nem tanto um bebê, apenas 18 meses

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Parece que foi ontem que escrevi o texto de 6 meses do Gael. Mas ao mesmo tempo parece que foi há muito tempo, pois tanta coisa aconteceu! Lá naquele texto eu dizia como o tempo passava rápido. Minha nossa, rápido? Eu já não sei mais o que é isso, você está ENORME, 18 meses, quase um menino. Já usa roupa tamanho dois anos! E depois de dois anos já tenho que sair da sessão bebê das lojas! Eu vou piscar e daqui a pouco você está entrando na faculdade, saindo de casa… mãe é tudo boba mesmo.

É tanta coisa que aconteceu, tanta coisa que aprendeu, tanto que passamos juntos. Eu sei que muitas vezes foi difícil e todo dia à noite eu sinto um cansaço enorme, mas foi bom demais! Nossos domingos de descansos, deitados no sofá vendo filme, tomando café tarde, já não existem mais. Agora 6h da manhã já estamos correndo pela casa, normalmente atrás desse sapeca. É tanta energia que nem acredito. Gael abre o olho e desce da cama imediatamente, não rola nem uma espreguiçada. Meu filho, você pode levantar devagar, não precisa correr, demore só mais uns 5 minutinhos.

Gael é um gulosinho. Mas quando decide que não vai comer, não há nada que o faça mudar de ideia. Agora, experimenta colocar um prato de massa na sua frente? Ele bate um pratão. Sozinho, porque ele não gosta mais que ninguém dê na boca, ele já é independente e come sozinho. É preciso ser muito zen para limpar tudo depois porque, claro, cai muita coisa no chão. Porém o que ele mais gosta de comer sem dúvida é fruta. As favoritas são: morango, framboesa, uva e blue berry. Mas também adora maçã, pêra, tangerina e kiwi. Ah sim, também gosta muito de banana, mas não chega na categoria de morango que ele come uma caixa inteira. Se bem que tangerina já comeu 4 seguidas, poderia estar na categoria de favoritos, mas vamos dizer quer ele não nega muito fruta não.

Suco também gosta muito, impossível tentar tomar do lado, Gael para tudo o que está fazendo e agarra nosso copo. Não posso pegar uma maçã para comer que ele vem atrás. E tenho que confessar, me enche de orgulho esse seu gosto por frutas, não vejo a hora de leva-lo numa feira de rua no Rio, vai pegar muitas provinhas, igual eu fazia quando criança.

Gael já dorme a noite toda, é uma benção. Às vezes dá uma acordadinha, mas volta a dormir rápido. Só não precisava acordar 5:30 né? Fico lembrando como foi difícil essa parte do sono, ficávamos horas ninando, parecia que nunca aprenderia a dormir sozinho, isso parecia um sonho tão distante. Mas acho que ele só era pequenininho mesmo, quando chegou a hora, quando ele estava pronto, ele aprendeu. E dorme super fácil agora. Todo dia de noite Gael escolhe com quem vai dormir, se joga no colo do escolhido e dá tchau para o outro (nos caso eu ou o pai). Não rola mais “coloca você hoje ele para dormir?” Não, Gael que decide!

Adora música. Está fascinado pelo álbum “Arca de Noé” e quer tocar em sequência sem parar, mas só o início de cada música e já muda para a próxima. Sabe cantar pedacinhos de algumas (na verdade são mais sílabas). Quando chega em casa já começa “glu glu glu”, se referindo à música do peru. E nós pais também passamos o dia ouvindo as músicas, mesmo que em pensamento, porque elas não saem da cabeça. Quando ele começa pedindo para tocar, eu tento emplacar outras canções, mas nunca cola muito e lá vamos nós para o pato, peru, gato… ah e leão que ele imita fazendo “grrrrr”.

Sobre a fala, está começando a se soltar mais. Conversa bastante na língua dele, mas no nosso idioma algumas palavras só. Normal para uma criança que está aprendendo dois idiomas ao mesmo tempo. Às vezes sai “mamãe”, às vezes “mama”. Quando está com sede pode pedir “aguá” (auau também quer dizer água ou cachorro, temos que adivinhar) ou vann (em norueguês). Mas ele entende tudo, fico impressionada, tanto o que falam em norueguês quanto o que falamos em português. No entanto a palavra preferia é “não”, também na forma de “nei”. Tudo é não.

Está na fase de carrinhos, “vrum vrum”, “bibiiii”, adora brincar com o trem, jogar bola, lego e brinquedos que toquem música. Ele para tudo para dançar ou correr pela casa, fica animadíssimo com música. Adora brincar com água, lavar louça, lavar a mão, banho é uma festa. Bebe água o dia inteiro sem parar, tem um apego enorme pela garrafinha de água, quando está chateado agarra a garrafa e isso o ajuda a acalmar. Algumas crianças têm paninho, ursinho de pelúcia, Gael tem a garrafa, às vezes dorme agarrado à ela.

Tem dias que não quer tirar a roupa por nada, é um drama para tirar o pijama e colocar a roupa para ir pra creche. Outros dias não quer colocar roupa nenhuma, só correr pelado pela casa. A roupa ele que escolhe, quando não gosta não coloca de jeito nenhum! É uma montanha russa de emoções. Vai da calma ao looping num segundo e ficamos sem saber de onde saiu o problema.

Mas enfim, é uma fofura sem fim, amo demais. Agarro muito, beijo muito e às vezes ele pede “não mamãe”. Mas eu não consigo resistir a essas bochechas. Agora vai passar um piscar de olhos e já vamos estar aqui falando sobre os dois anos. Mas enquanto isso não chega vou tentar descansar um pouco, porque está puxado viu, a rotina é intensa! Agora ele está dormindo, mas amanhã pontualmente às 5:30 começa mãmãmãmãemamãemamãe MÃE MÃE MÃE mãããããããããeeeee!

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Kos og kaos: cartoon norueguês para se divertir com a maternidade

Line Severinsen é uma ilustradora norueguesa que começou a fazer cartoons como uma espécie de diário da sua primeira gravidez. O trabalho dela é tão bom que rapidamente se tornou viral e famoso no mundo todo. Eu conheci seu instagram quando ainda estava grávida e super me identifiquei com várias situações.

Acho que o sucesso dela vem do fato dela ver com humor tanto o lado que apreciamos da gravidez/maternidade quanto o lado caótico (o nome “kos og kaos” em norueguês significa exatamente isso: apreciar e caos). Como ela mesma fala, quando engravidou estava muito animada para ter uma gravidez saudável e se preparar para a chegada de sua primeira filha. Mas sua gravidez não foi nem um pouco perto do que ela via por aí pela mídia, que sempre noticia como uma coisa gloriosa, e não fala da parte difícil. Afinal, não é fácil mesmo, algumas poucas sortudas conseguem ter essa glória de ter uma gravidez sem nenhuma dificuldade, mas a maioria não. Por isso tenho certeza de que muitas mães e futuras mamães se identificam com os quadrinhos de Line, simples e direto! Então fica a dica! Line tem blog, instagram, facebook, acabou de lançar um livro em norueguês e em breve vem um em inglês. 🙂

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Livro recém-lançado

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A melhor parte de escolher o nome do bebê é se dar conta do tanto de pessoas que odiamos

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Coisas que você não precisa dizer para uma grávida: são 2? Oh meu deus, você está enorme, está esperando trigêmeos?

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Hora de se alongar

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Como me sinto na academia

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Esses hormônios

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O único jeito desse pequeno dormir

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Pais que adoram uma desculpa para comprar presentes para si mesmos

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Pós-parto

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O único jeito dessa pequena dormir

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Primeiro dia na creche

O que tem na sua bolsa da maternidade?

O que tem na sua bolsa da maternidade?

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E lá vem mais um inverno

https://www.polarnopyret.no/

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Piscamos o olho e o inverno chegou. Quer dizer, oficialmente ainda não, ainda não está frio suficiente. Mas setembro foi mais quente e ensolarado do que o esperado e estávamos curtindo muito ao ar livre. Chegou outubro e tudo mudou,  a temperatura caiu bruscamente.

De repente nos vimos na necessidade de comprar muita coisa para o Gael, um kit de sobrevivência para o inverno. Sim, porque, para nós adultos, não precisamos comprar todo ano, mas criança cresce sem parar e toda hora tem que comprar coisa nova. E para o inverno não é pouca coisa, são várias camadas. Eu sempre me sinto insegura, nunca sei se estou fazendo a coisa certa, se tem roupa suficiente, se tem roupa demais, se a roupa é adequada.

Nosso primeiro inverno com Gael passamos boa parte dele no Brasil e mesmo assim ele não era muito ativo, ficava muito tempo dentro de casa, era mais fácil ter controle. Agora que ele está na creche é mais complicado. O meu maior medo é ele passar frio porque ainda não fala, mas como na creche eles entendem do assunto tenho que garantir que ele tenha tudo que precisar à disposição. Eu sempre soube que na creche eles saíam para brincar do lado de fora todo dia, independente do tempo, e que precisaria comprar roupa de chuva e também um macacão de inverno. Mas aí eu descobri que precisaria também de um macacão de outono, não tão quente quanto o de inverno. Eu não estava preparada para isso, tivemos que comprar correndo quando o frio chegou.

Depois de receber toda a informação da creche foi que me dei conta de que comprei algumas coisas erradas, como macacão de linha achando que era lã. Aliás, lã é tudo! Item essencial para aquecer no inverno. O negócio é vestir em camadas, pois caso precise vai tirando ou adicionando (ou trocando alguma que sujar sem precisar trocar tudo). Então compramos algumas opções de roupas de baixo, que é uma lã mais fininha e ele fica parecendo uma salsichinha, macacão para segunda camada que pode ser de lã mais grossa ou fleece (um tecido quentinho), meias de lã, luvas, gorros e golas. Fora a bota de chuva e de inverno.

Depois de tudo adquirido é hora de ir à luta. Ou seja, vestir o bebê! Muita calma nessa hora, Gael não reclama de vestir a roupa, pelo contrário, ele até gosta. Mas na segunda camada já está de saco cheio e querendo fugir para alguma brincadeira. E depois das três camadas de roupa ainda tem que complementar com os acessórios: luvas, gorros e gola. É um tal de tira e coloca e tira e coloca que haja paciência. Para nós e para ele, que fica irritado porque não consegue andar direito. A vida no inverno norueguês não é fácil não, e olha que ainda estamos no outono!

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Como ter uma rotina da manhã tranquila?

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Pessoas sem filho acordam de manhã, tomam seu café lendo o jornal ou até vendo um programa matinal de notícias na televisão. Vão até seu armário e pensam em que roupa colocar para mais um dia de trabalho. Se arrumam, checam o relógio, abrem a porta e saem. Pode até incluir aí uma ida à academia de manhã. Ah! Que delícia que era sair para correr de manhã cedo e chegar cheia de energia no trabalho.

Essa era eu antes de ter filho. Minha rotina de manhã agora consiste em dar um pulo da cama e descobrir que o despertador já tocou há vinte minutos e sonâmbulamente eu desliguei, jogar uma água no rosto, colocar algo para comer na bolsa e colocar o café numa caneca térmica. Enfio a primeira roupa que vejo pela frente torcendo para que combine. Ah sim, eu checo a temperatura antes para ter certeza do que colocar, mas com o inverno chegando não tem muito erro, é frio e pronto. A maquiagem vai na bolsa porque não vai dar tempo de fazer muita coisa. Caso meu filho não tenha acordado, acordo ele, tento dar um chameguinho, mas não muito porque o relógio parece andar mais rápido pela manhã. Tento convencer ele de comer alguma coisa, mas ele está mais interessado em brincar com o pote de comida. A hora de escovar os dentes está sendo um dos maiores desafios aqui em casa, ele sempre fica muito aborrecido e isso nos leva uns bons minutos. Escolher a roupa não é difícil, o problema é convencer ele a ficar parado porque ele achou mais interessante mexer nas gavetas de meia, brinquedo favorito dele.  Depois de muita correria, consigo sair atrasada pela porta a caminho da creche. A sensação é de que estou numa gincana.

Vamos correndo pela rua, Gael vai cantando ou falando muito. Dou um beijinho de até logo e nem tenho tempo para muito papo, é hora de correr para pegar o ônibus. Chego tarde no trabalho e recebo alguns olhares de “boa tarde”. A minha vontade é de gritar “estou de pé desde às 5 da matina”. Pessoas sem filho não sabem de nada.

Teve uma noite que Gael acordou um milhão de vezes porque estava gripado, com nariz entupido. Chego no trabalho e tenho que ouvir um colega reclamando que dormiu muito mal porque comprou uma cama nova e ainda não se adaptou. Eu seria capaz de dormir numa cama de pedra, se tivesse como dormir a noite inteira. E não importa a noite que tivemos, 6h estamos de pé prontos para dar a largada novamente.

Isso porque meu filho ainda anda cambaleando, imagina como será quando ele crescer um pouco e correr? Como fazer ele acelerar o passo sem precisar gritar? É muito difícil essa rotina da manhã, e só estamos nela há um pouco mais de um mês. O problema é que temos hora para tudo, hora para acordar, para tomar café, hora que devemos estar na porta saindo, hora para dar tchau. E Gael não tem pressa, ele só quer brincar e se divertir. Quanto mais eu acelero, mas ele me desacelera com um sorriso no rosto.

Ainda bem que meu marido é bem tranquilo, conseguimos assim um equilíbrio. Agora, gostaria de saber, o que vocês fazem para ter um rotina da manhã tranquila, sem estresse, e ainda chegar na hora no trabalho (ou qualquer outro compromisso)? Qual o segredo?

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Que tem pressa para colocar o sapato?

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O começo na creche

Assim eu fui para o primeiro dia na creche 🙂

Outro dia estava voltando do trabalho correndo para pegar meu filho na creche e de repente me deu uma sensação estranha… “Caramba, estou indo buscar meu filho na creche”. É muito louco isso, passei a vida inteira cumprindo o papel de filha e às vezes ainda me surpreendo por estar “do outro lado agora”, no papel de mãe.

E a vida passa tão corrida que uma coisa vai acontecendo atrás da outra, parece que não há muito tempo de ir assimilando tudo, vamos fazendo da melhor maneira que dá. E foi assim que passou o mês de agosto por aqui. Fomos para o Brasil, comemoramos o primeiro ano do Gael, voltamos, e ele começou na creche.

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A vida a três no estrangeiro

A vida a três no estrangeiroUma das coisas que mais sinto falta nessa vida a três aqui em Oslo é ter a opção de deixar Gael com alguém por um momento para dar uma escapadinha. Além de claro ter a família perto, isso é indiscutível, mas ter uma avó para ligar e pedir para ficar com Gael um pouco faz falta sim. Não é que eu não queira ficar com meu filho, não me entendam mal, mas eu gostaria sim de poder fazer a unha de vez em quando. E isso eu não faço desde que voltei do Brasil em janeiro.

Sim, eu poderia fazer a unha enquanto ele dorme, mas sempre que ele dorme é aquela coisa de querer ganhar o mundo e fazer tudo da lista, mas a lista nunca termina. E às vezes a lista é apenas deitar no sofá e relaxar um pouco. É bem verdade também que quando ele está acordado eu prefiro estar com ele, pois já passo o dia longe, então são 2 horinhas que temos juntos e passa rapidinho. Por isso que eu vou na academia depois que ele dorme.

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