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Férias com o Gael

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Mais um verão chegou, Gael completou seu primeiro ano na creche e teve suas primeiras férias. Se no verão passado, com o Gael com quase 1 ano, as aventuras se resumiam a visitas diárias aos parques nas redondezas, nesse verão, Gael perto de completar 2 anos, as aventuras puderam ser bem mais aventurosas. Teve de tudo, desde descobrir que na verdade o Gael fala bem alto, a descobrir um pequeno parque de répteis aqui em Oslo.

A creche do Gael na verdade não para, mas como o curso que estou fazendo tinha um pausa de 3 semanas programadas, decidimos que o Gael ia ter umas férias também. Durante o verão a quantidade de crianças e de professores diminui bastante, então achamos que ele poderia estranhar um pouco e seria bom para ele ter uma pausa também.

Com a experiência do verão passado, decidi não criar muitas expectativas. A idéia foi olhar a previsão do tempo e planejar o passeio do outro dia. Como o Gael já está maiorzinho, os passeios puderam ser maiores e assim ir mais longe a pé e é claro de bicicleta. Aliás, Gael adora andar de bicicleta! Ele fica quietinho na cadeirinha só curitndo a paisagem, mas na maioria das vezes se o passeio é curto ele quer continuar passeando. Então nesse verão quando o tempo estava meio esquisito ou eu estava sem idéias, era só montar na bicicleta e ir até o Vigeland Park que tem um parquinho muito legal com um escorrega que podemos escorregar juntos e uma caixa de areia. Aliás a caixa de areia foi o maior hit do verão. O Gael simplesmente adora! Fica horas enchendo os baldinhos e cavando, nada mais divertido.

Um dos passeios alternativos nos dias que choveu foi ir até a biblioteca central de Oslo, que é uma história a parte. A biblioteca é enorme e nem um pouco entediante como as bibliotecas que eu conhecia, nela pode-se fazer de quase tudo, quase tudo mesmo! Falar alto, correr, brincar e lá tem até umas mesas em que se pode comer. Gael adora e até já foi algumas vezes com a creche. Lá que eu percebi uma coisa muito engraçada: como o Gael fala alto! Em um dos dias que fomos até lá, assim que chegamos, Gael foi para a janela e viu os caminhões da obra ao lado. Bom nesse momento ele começou a apontar e falar caminhão de uma forma que acho que todo mundo na biblioteca conseguiu ouvir. O mais legal foi que niguém pediu para ele falar mais baixo ou olhou de cara feia.

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Com o tempo bom, aproveitamos para ir até um dos lagos de Oslo para fazer uma caminhada, na verdade eu fiz uma caminhada de 5 km morro acima empurrando o carrinho. Nesse dia o Gael não quis por nada sair do carrinho, pelo menos curtiu a paisagem e me contou que quase todas as árvores do caminho eram verde. No fim da trilha tem uma cabana e lá vimos um cavalinho que foi a segunda grande atração do passeio, o Gael não conseguia se concentrar para comer vendo o cavalinho.

Essas férias foram de muitas descobertas, e isso foi umas das coisas mais divertidas de todas. A cada dia e a cada passeio, uma novidade. Se um dia eram as cores das árvores e da terra do caminho, no outro foi o barulho que barco fazia (Móoooooo), os patos no mar, os animais na fazendinha.

Para finalizar as férias eu queria terminar bem e como o tempo estava estranho nesse dia decidi que a gente iria visitar o Oslo Reptile Park. O lugar é pequeno e escondido, mas muito legal. Eles tem uma série de “aquários” e pequenos viveiros com répteis e pequenos bichos diferentes. Na maioria são cobras e insetos pequenos, mas chegando lá encontramos um antigo conhecido, um par de micos. O Gael ficou doido e não parava de falar MA CA CO, muito legal, mas além dos miquinhos ele gostou muito de ver as cobras e os outros bichos. Para comemorar os últimos dias fomos comer uma pizza, que é o novo prato preferido do Gael. Ele adorou comeu bastante e depois tirou uma boa soneca.

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Esse verão foi muito divertido e vai deixar saudades, foram muitas descobertas e muito mais fácil do que antes. As sonecas não são mais uma luta e a interação faz o tempo passar bem mais rápido. Mas como diz a música todo carnaval tem seu fim e um novo ano “letivo” está batendo na porta com uma nova turminha na creche. É hora de volta às aulas!

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É dia 17 de maio: dia nacional da Noruega

Hoje é feriado nacional aqui na Noruega. 17 de maio é uma data especial, também conhecido como o dia em que foi assinada a constituição. Todo ano esse é o dia dos noruegueses colocarem suas melhores roupas, reunirem amigos e famílias e irem para a rua comemorar.

Em todo o país há desfiles pela rua e o que eu acho legal é que são com a participação especialmente de crianças, diferente do que estamos acostumados no nosso dia da independência com parada militar. Além disso, apesar de estarem super elegantes, ou com as trajes típicos ou roupas de festa, o clima é super informal e descontraído.

Essa é a data favorita de comemoração norueguesa e eles levam muito a sério isso. As comemorações começam no café da manhã mesmo, normalmente com champagne, e continua o dia inteiro. Eu acho lindo de ver todos se vestindo com roupas típicas muito felizes se parabenizando pelo dia. Fora que as roupas são uns espetáculos!

E sabe qual é a comida típica? Salsicha e sorvete! Sim, nada mais típico. Nosso dia também teve um pouco disso, mas com mais alguns ingredientes nutritivos. Acordamos cedo e fizemos uma torta de maçã típica, depois fomos para o centro ver o desfile e almoçar na casa de amigos. A alegria dos noruegueses nesse dia é contagiante e aprendemos a gostar também de 17 de maio, por isso queria dividir algumas imagens por aqui. Espero que gostem!

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Metade da decoração minha, metade do Gael

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Inverno em Oslo com criança

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Antes de me mudar para Oslo pensava que os meses de inverno seriam todos cobertos de neve. Mas a verdade que todos os três invernos que passamos aqui não foram assim (na verdade foram quatro, mas ano passado ficamos quase dois meses no Brasil, pois estava de licença maternidade). Tem muito frio sim, mas não teve muita neve.

Porém esse ano foi o pior de todos. Nevou um pouco no final de outubro e todos pensaram que esse inverno seria bem frio, mas depois disso só choveu, nevou quase nada! Natal foi sem neve nenhuma, e natal sem neve não é especial. Só foi começar a cair um pouco de neve no meio de fevereiro.

E quando tem um final de semana com neve acumulada a cidade fica linda demais. Não só pela neve, mas pela alegria das pessoas curtindo. Norueguês AMA natureza, fazer passeios de trilhas, subir a montanha, esquiar. E esse país tem muitas paisagens incríveis.

Para o dia dia neve é mais complicado, porque engarrafa, é difícil de empurrar o carrinho, às vezes tem gelo embaixo que escorrega, demoro bem mais tempo tentando não cair. Mas nos finais de semana é diversão garantida para todas as idades. É muito gostoso, ainda mais agora no final de fevereiro e março, quando os dias estão mais longos e dá para aproveitar mais tempo.

Oslo tem muitas possibilidades, estação de esqui alpino dentro da cidade e várias trilhas para esqui cross country, que é o favorito dos noruegueses. Tudo isso fácil de chegar de transporte público. Além disso, tem muitos parques com morros e ladeiras perfeitos para brincar com trenós. Sério, eu amo muito um dia de neve ensolarado de fevereiro. É diversão gratuita e perto de casa.

Gael fica encantado com a neve. É apaixonante vê-lo levantando a mãozinha para pegar os floquinhos de neve que caem lentamente do céu, enquanto abre a boca numa expressão de “OOOhhhh”. São muitas gargalhadas, ao mesmo tempo que quer pegar e jogar, não gosta que acumule neve na sua roupa e está sempre limpando. Descer de trenó ele curte muito também, desce gargalhando. Agora estamos deixando ele descer sozinho de morrinhos bem baixo e ele gostou ainda mais porque vamos correndo do lado.

Sim inverno cansa, usar muitas camadas é bem chato, sentir frio também não é bom. Mas o melhor é comprar boas roupas de frio, uma lã bem quentinha e se jogar na diversão. Por isso, ao mesmo tempo em que espero ansiosa pela primavera, que não vejo a hora de sair de pernas de fora na rua, e porque a vida é assim cheia de contradições que eu digo: Viva a neve, neva mais!

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Dia da panqueca

Hoje, dia 28 de fevereiro, é o Pancake Day aqui Inglaterra, ou Shrove Tuesday, que nada mais é do que a terça-feira Gorda e o dia anterior à quarta-feira de Cinzas.

Tradicionalmente, os cristãos têm esse dia como o “último” dia pra comer de tudo antes da Quaresma, os 40 dias que antecedem a Páscoa. Antigamente, não se podia comer os ingredientes da panqueca nesse período.

O Dia da Panqueca é celebrado em todo o país, especialmente com corridas segurando uma frigideira e muitas guloseimas!2017-02-28-PHOTO-00001187

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fonte: pinterest

Por causa disso, a Mari que está em Londres, resolveu fazer algumas panquecas com seu filho! E não é que ficaram deliciosas… na massa não vai açúcar e o recheio fica a gosto do freguês!

Receita:
110g de farinha
1 pitada de sal
2 ovos
200 ml de leite com 75 ml de água

Como fazer:

  1. Peneirar a farinha e o sal numa tigela.
  2. No meio da farinha, quebre os ovos.
  3. Mexa os ovos com a farinha.
  4. Gradualmente, misture o leite com água até ficar homogêneo.
  5. Pronto, agora é untar a frigideira com um pouco de manteiga, esquentar e fazer camadas bem fininhas!
  6. Ficam ótimas com geleias, frutinhas, yogurt, mel, nutella, doce de leite…

* A receita rende em média 8 porções

Alerta: Antes de servir qualquer um dos ingredientes citados a cima, por favor, verifique se seu filho é alérgico.

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Domingo de inverno ao som de funk

A temperatura está ladeira abaixo (rolando desembestada) e já tem neve lá fora. O frio não é muito convidativo para ficar na rua, mas ao mesmo tempo temos que inventar o que fazer porque ficar em casa com um menininho de 1 ano e três meses não é fácil. E aqui na Noruega tudo fecha domingo, eu digo tudo mesmo, só sobram uns mercadinhos para comprar produtos de última hora. Por isso que eu amei o convite de uma amiga para ir num baile de funk para bebês.

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O evento acontece uma vez por mês em uma biblioteca aqui de Oslo. E, gente, é uma delícia. Uma tarde com música, gente animada, bebês para todos os lados e pais super empolgados. Gael ficou meio desconfiado no início, depois se soltou mais. É muita atração para eles, além da música, existem livros ao redor que eles podem pegar à vontade. Nesse dia não vale a regra de silêncio na biblioteca, o negócio é fazer barulho!

Se tem gente sentada no chão o dj chama logo para dançar. Toda hora ele inventa algum passo e convida todos para fazer juntos e interage muito com as crianças. Eu, Conrado e Gael adoramos e estamos ansiosos para o próximo baile. Obrigada Aline pelo convite! 🙂
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E lá vem mais um inverno

https://www.polarnopyret.no/

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Piscamos o olho e o inverno chegou. Quer dizer, oficialmente ainda não, ainda não está frio suficiente. Mas setembro foi mais quente e ensolarado do que o esperado e estávamos curtindo muito ao ar livre. Chegou outubro e tudo mudou,  a temperatura caiu bruscamente.

De repente nos vimos na necessidade de comprar muita coisa para o Gael, um kit de sobrevivência para o inverno. Sim, porque, para nós adultos, não precisamos comprar todo ano, mas criança cresce sem parar e toda hora tem que comprar coisa nova. E para o inverno não é pouca coisa, são várias camadas. Eu sempre me sinto insegura, nunca sei se estou fazendo a coisa certa, se tem roupa suficiente, se tem roupa demais, se a roupa é adequada.

Nosso primeiro inverno com Gael passamos boa parte dele no Brasil e mesmo assim ele não era muito ativo, ficava muito tempo dentro de casa, era mais fácil ter controle. Agora que ele está na creche é mais complicado. O meu maior medo é ele passar frio porque ainda não fala, mas como na creche eles entendem do assunto tenho que garantir que ele tenha tudo que precisar à disposição. Eu sempre soube que na creche eles saíam para brincar do lado de fora todo dia, independente do tempo, e que precisaria comprar roupa de chuva e também um macacão de inverno. Mas aí eu descobri que precisaria também de um macacão de outono, não tão quente quanto o de inverno. Eu não estava preparada para isso, tivemos que comprar correndo quando o frio chegou.

Depois de receber toda a informação da creche foi que me dei conta de que comprei algumas coisas erradas, como macacão de linha achando que era lã. Aliás, lã é tudo! Item essencial para aquecer no inverno. O negócio é vestir em camadas, pois caso precise vai tirando ou adicionando (ou trocando alguma que sujar sem precisar trocar tudo). Então compramos algumas opções de roupas de baixo, que é uma lã mais fininha e ele fica parecendo uma salsichinha, macacão para segunda camada que pode ser de lã mais grossa ou fleece (um tecido quentinho), meias de lã, luvas, gorros e golas. Fora a bota de chuva e de inverno.

Depois de tudo adquirido é hora de ir à luta. Ou seja, vestir o bebê! Muita calma nessa hora, Gael não reclama de vestir a roupa, pelo contrário, ele até gosta. Mas na segunda camada já está de saco cheio e querendo fugir para alguma brincadeira. E depois das três camadas de roupa ainda tem que complementar com os acessórios: luvas, gorros e gola. É um tal de tira e coloca e tira e coloca que haja paciência. Para nós e para ele, que fica irritado porque não consegue andar direito. A vida no inverno norueguês não é fácil não, e olha que ainda estamos no outono!

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Adaptação

Fonte: Espira

Fonte: Espira

Eu considero que o nosso processo de adaptação na creche começou quando a gente foi à primeira reunião. Nesse dia nos apresentaram de uma forma geral a estrutura da creche e o seu funcionamento básico, coisas do tipo: as crianças menores ficam no primeiro andar, aonde fica a cozinha, uma vista rápida das salas temáticas etc. Mas também nesse dia a ida do Gael para creche se materializou um pouco mais para mim. Eu confesso que fiquei animado com a estrutura mas também um pouco assustado de deixar o Gael num ambiente “estranho” sabendo que ele não falava e só se deslocava engatinhando. Ficava pensando que era muito cedo e que ele tinha que estar pelo menos andando. Enfim, coisas de pai de primeira viagem.

Após essa reunião o Gael recebeu um email muito bonitinho da “sala” dele. Foi muito legal pois era como se a “sala” estivesse convidando o Gael para se juntar à turminha e a data de início. O problema era que a  data que ele deveria começar era no final de Agosto. Como a nossa licença terminaria no início de agosto, a gente pediu para mudar. Conseguimos mudar para o dia 8 de agosto um dia depois do Gael completar 1 ano e um dia depois da gente voltar do Brasil. Assim que mudamos a data achei ótimo mas quando o dia foi chegando começei a achar meio ruim, porque seria muita coisa nova para o Gael. Viagem para o Brasil, encontra uma galera, volta para Noruega, outro fuso horário, aí nem descansou da viagem já começa a adaptação. Pensei, bom vai ser um pouco mais complicado mas vamos que vamos, tem que fazer isso logo, vai ser melhor para ele (assim eu esperava).

Como minha licença estava no final e eu ainda tinha uns dias de férias sobrando, a gente combinou que eu faria a adaptação de fato do Gael na creche. A adaptação aqui, como na maioria dos lugares, é normalmente feita em 3 dias, mas como o processo varia de criança para criança, só o primeiro dia tem um planejamento, os dias seguintes são definidos de acordo com a resposta do bebê.

Chegou o primeiro dia, 8 de Agosto, uma segunda feira. Gael acorda, toma café da manhã, brinca um pouco, dorme, acorda, almoça e a gente sai correndo, porque o horário combinado era ao meio dia e o almoço demorou um pouco mais do que deveria. Nesse primeiro dia o combinado era que Gael deveria ficar por duas horas na creche acompanhado de um dos pais. Chegando lá o Gael ficou meio desconfiado, não queria muito papo com nenhum dos pedagogos, ficava grudado em mim o tempo todo. Em alguns momentos ele até chegou mais perto de um ou de outro mas eu tinha que ficar dentro do campo de visão dele. Teve um momento que ele estava um pouco mais afastado eu até tentei em sair um pouquinho para um dos pedagogos me mostrar alguma coisa, mas não deu certo. Foi eu chegar na porta que ele abriu o berreiro. As duas horas passaram, o Gael estava cansando daquilo tudo e como estava na hora do lanche, e também como eu não tinha levado nada para o Gael comer, achei melhor ir embora.

No segundo dia o combinado era que faríamos igual, duas horas sendo que eu o acompanharia o tempo todo. Nesse dia o Gael resolveu acordar mais tarde um pouco e a soneca da manhã acabou indo até mais tarde. Como a gente passou da hora, eu liguei e avisei que a gente iria um pouco mais tarde, chegaria lá por volta de 13:00. Chegamos lá o Gael ficou um pouco mais tranquilo, eu ainda não podia sair muito de perto mas ele se aventurou um pouco mais pela sala e estava interagindo um pouco mais com os pedagogos. Ele brincava com os pedagogos desde que eu estivesse junto, até tentei sair um pouco de perto para ver o que aconteceria, mas ele logo vinha me procurar. Às 14:00 era a hora do lanche e todos sentaram à mesa, como eu saí correndo de novo, não tive tempo de preparar nada e por acaso também não tinha nada na bolsa do carrinho. Eu achei que de repente era melhor ir embora, mas eles arrumaram um pãozinho para o Gael comer e se sentar junto com todo mundo.

O lanche é uma festa, todo mundo sentado junto, cada um com a sua lancheira na frente. Não tem muita assistência, são 12 crianças e 4 adultos. As crianças vão comendo como bem entenderem e é claro que tem horas que um não quer comer mais e começa a cantar e a outra que estava do lado comendo resolve cantar também, enfim uma bagunça. O Gael até comeu o pãozinho, mas estava mais interessado em descobrir o que os amiguinhos do lado tinham dentro da lancheira. Algumas vezes eu tive que tirar alguma coisa da mão dele, hehehehe. Enfim depois do lanche, como o tempo estava agradável, era hora de brincar do lado de fora. Levei o Gael para fora e tudo que ele queria fazer era andar segurando na minha mão. Nesse dia eu tentei deixar o Gael no colo de uma pedagoga, afinal estava preocupado que ele não tinha se separado de mim, e só tinha mais um dia para terminar a adaptação! Mas mesmo eu estando o tempo todo do lado dele, ele não parou de chorar!! Fiquei um pouco preocupado, mas a pedagoga me falou que ele estava indo bem, nessas horas você acaba acreditando em tudo que te falam, mesmo que não te pareça verdade. No fim do dia ficou combinado que deveríamos voltar no dia seguinte a mesma hora, mas que eu deixaria o Gael sozinho lá por um tempo.

Como o Gael ficaria sozinho, nesse dia eu preparei um lanchinho com o que ele mais gosta, biscoitinhos de arroz e um pouco de passas. Chegamos na creche e a pedagoga me falou o seguinte, “na hora que você achar melhor, você fala com o Gael que vai dar uma volta, se despede e sai. Mesmo com ele chorando, você não pode voltar atrás. Quando a gente achar que você tem que voltar a gente te liga.” Nessa hora eu pensei que horas seria melhor, que Isso nunca iria acontecer, mas como tenho que fazer vou fazer logo. Peguei o Gael, dei uns beijinhos, falei que ia dar uma volta e saí. Na hora que a pedagoga pegou ele no colo, ele chorou um montão!! De cortar o coração, acho que foi uma das coisas mais difíceis que eu já fiz, porque era um choro bem desesperado. Tentei me convencer de que era o melhor para o meu filho, que o choro passaria, e saí. Como nesse dia não tinha almoçado ainda, fui comer alguma coisa. Assim que terminei de comer, uns 40min depois, estava pensando em ligar para ver se estava tudo bem. Até falei com a Carol para ver o que ela achava, ela achou melhor eu esperar um pouco. Quando deu mais ou menos uma hora, eu já estava quase na porta da creche. Liguei e perguntei se poderia voltar. Eles disseram que sim, que já estava na hora. Voltei rapidinho.

Chegando lá, dei um olhada pela janela e Gael estava sentado no colo da pedagoga, com uma carinha de triste, com um biscoitinho de arroz em cada mão, comendo bem devagar!! Corri para entrar na sala e assim que Gael me viu começou a chorar, mas foi só eu pegar ele no colo que ficou bem e alegre e passou a devorar os biscoitinhos na velocidade usual. Assim terminou o terceiro dia, e a pedagoga me disse que ele foi super bem, ficou um pouco triste depois que eu saí, mas que estava tudo bem e que era assim mesmo, e que no dia seguinte poderia deixar ele o dia quase todo. Mas de preferência um dia mais curto entre 9:00 e 14:30 no máximo.

E na quinta-feira, quarto dia do Gael na creche ele ficou o dia quase todo. A entrega foi dificil e sofrida, o Gael chorou bastante, mas quando a gente foi pegar ele, os pedagogos falaram que ele tinha ficado trisitinho mas que tinha interagido um pouco com as outras crianças. O pior desse dia foi que ele não dormiu nada!! Assim que eu o peguei, ele estava com uma cara de cansado e foi sentar no carrinho e menos de 5 minutos estava apagadão, dormiu mais de uma hora direto no carrinho.

Assim os dias foram passando e o Gael ficando cada vez mais confortável na creche. Na semana seguinte ele já ficou o dia todo e já estava dormindo. E alguns dias depois ele já nem estava chorando mais quando a gente deixava ele, mas como com bebê as coisas não são lineares, ainda temos uns dias de choro para acalentar os corações dos pais.

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Como ter uma rotina da manhã tranquila?

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Pessoas sem filho acordam de manhã, tomam seu café lendo o jornal ou até vendo um programa matinal de notícias na televisão. Vão até seu armário e pensam em que roupa colocar para mais um dia de trabalho. Se arrumam, checam o relógio, abrem a porta e saem. Pode até incluir aí uma ida à academia de manhã. Ah! Que delícia que era sair para correr de manhã cedo e chegar cheia de energia no trabalho.

Essa era eu antes de ter filho. Minha rotina de manhã agora consiste em dar um pulo da cama e descobrir que o despertador já tocou há vinte minutos e sonâmbulamente eu desliguei, jogar uma água no rosto, colocar algo para comer na bolsa e colocar o café numa caneca térmica. Enfio a primeira roupa que vejo pela frente torcendo para que combine. Ah sim, eu checo a temperatura antes para ter certeza do que colocar, mas com o inverno chegando não tem muito erro, é frio e pronto. A maquiagem vai na bolsa porque não vai dar tempo de fazer muita coisa. Caso meu filho não tenha acordado, acordo ele, tento dar um chameguinho, mas não muito porque o relógio parece andar mais rápido pela manhã. Tento convencer ele de comer alguma coisa, mas ele está mais interessado em brincar com o pote de comida. A hora de escovar os dentes está sendo um dos maiores desafios aqui em casa, ele sempre fica muito aborrecido e isso nos leva uns bons minutos. Escolher a roupa não é difícil, o problema é convencer ele a ficar parado porque ele achou mais interessante mexer nas gavetas de meia, brinquedo favorito dele.  Depois de muita correria, consigo sair atrasada pela porta a caminho da creche. A sensação é de que estou numa gincana.

Vamos correndo pela rua, Gael vai cantando ou falando muito. Dou um beijinho de até logo e nem tenho tempo para muito papo, é hora de correr para pegar o ônibus. Chego tarde no trabalho e recebo alguns olhares de “boa tarde”. A minha vontade é de gritar “estou de pé desde às 5 da matina”. Pessoas sem filho não sabem de nada.

Teve uma noite que Gael acordou um milhão de vezes porque estava gripado, com nariz entupido. Chego no trabalho e tenho que ouvir um colega reclamando que dormiu muito mal porque comprou uma cama nova e ainda não se adaptou. Eu seria capaz de dormir numa cama de pedra, se tivesse como dormir a noite inteira. E não importa a noite que tivemos, 6h estamos de pé prontos para dar a largada novamente.

Isso porque meu filho ainda anda cambaleando, imagina como será quando ele crescer um pouco e correr? Como fazer ele acelerar o passo sem precisar gritar? É muito difícil essa rotina da manhã, e só estamos nela há um pouco mais de um mês. O problema é que temos hora para tudo, hora para acordar, para tomar café, hora que devemos estar na porta saindo, hora para dar tchau. E Gael não tem pressa, ele só quer brincar e se divertir. Quanto mais eu acelero, mas ele me desacelera com um sorriso no rosto.

Ainda bem que meu marido é bem tranquilo, conseguimos assim um equilíbrio. Agora, gostaria de saber, o que vocês fazem para ter um rotina da manhã tranquila, sem estresse, e ainda chegar na hora no trabalho (ou qualquer outro compromisso)? Qual o segredo?

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Que tem pressa para colocar o sapato?

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O começo na creche

Assim eu fui para o primeiro dia na creche 🙂

Outro dia estava voltando do trabalho correndo para pegar meu filho na creche e de repente me deu uma sensação estranha… “Caramba, estou indo buscar meu filho na creche”. É muito louco isso, passei a vida inteira cumprindo o papel de filha e às vezes ainda me surpreendo por estar “do outro lado agora”, no papel de mãe.

E a vida passa tão corrida que uma coisa vai acontecendo atrás da outra, parece que não há muito tempo de ir assimilando tudo, vamos fazendo da melhor maneira que dá. E foi assim que passou o mês de agosto por aqui. Fomos para o Brasil, comemoramos o primeiro ano do Gael, voltamos, e ele começou na creche.

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Design escandinavo para bebês

Assim que me mudei para a Noruega eu pirei com a quantidade de lojas lindas de decoração que tem por aqui.  É um estilo diferente do que temos no Brasil. Por aqui vemos muitas linhas retas, formas simples e cores neutras, espaços claros e amplos, tudo com muita cara de sofisticado. Apesar de amar cor e estampa, também amo esse estilo e fiz uma lista de enorme de coisas para casa, tão grande que nem caberia nesse pequeno apartamento em que moramos no centro de Oslo.

E essa lista só aumentou quando tive meu filho, pois as coisas para bebês são simplesmente apaixonantes. Hoje queria mostrar para vocês duas marcas que vendem objetos e móveis para o público infantil com o design escandinavo.

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  • A Ferm Living é dinamarquesa e baseia-se em tradições do design escandinavo e estética simples, mas com uma linha gráfica distinta que torna cada item bastante contemporâneo. A marca não é especializada em crianças, mas tem uma linha especial que é uma lindeza só e foge bastante do design infantil comum. Tem papel de parede, objetos, almofadas e muitas outras coisas. Foi difícil selecionar as imagens para colocar aqui, quem quiser conhecer mais clica no link, vale nem que seja para olhar referências.

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Sou completamente apaixonada pela Sebra, acho que nem precisa explicar muito porque, basta olhar as imagens, para quem gosta de design escandinavo a Sebra é tudo o que você procura. Mais uma marca dinamarquesa que surgiu quando sua fundadora procurava móveis para seu filho e não achava nada do seu gosto e qualidade. Eu queria tudo, mas fiquei com alguns brinquedinhos.

Essas são marcas com design diferenciado e boa qualidade de produtos, portanto não são baratas. Os preços são compatíveis com o acabamento do produto, muitas vezes feitos à mão. Na prática, o quarto do Gael veio quase tudo da IKEA, mas olhar não tira pedaço, então eu continuo amando essas marcas.

Curtem esse tipo de post? Ainda tenho muitas outras marcas para mostrar, inclusive de roupas, deixem nos comentários se quiserem conhecer mais! 😉