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Ainda não um menino, nem tanto um bebê, apenas 18 meses

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Parece que foi ontem que escrevi o texto de 6 meses do Gael. Mas ao mesmo tempo parece que foi há muito tempo, pois tanta coisa aconteceu! Lá naquele texto eu dizia como o tempo passava rápido. Minha nossa, rápido? Eu já não sei mais o que é isso, você está ENORME, 18 meses, quase um menino. Já usa roupa tamanho dois anos! E depois de dois anos já tenho que sair da sessão bebê das lojas! Eu vou piscar e daqui a pouco você está entrando na faculdade, saindo de casa… mãe é tudo boba mesmo.

É tanta coisa que aconteceu, tanta coisa que aprendeu, tanto que passamos juntos. Eu sei que muitas vezes foi difícil e todo dia à noite eu sinto um cansaço enorme, mas foi bom demais! Nossos domingos de descansos, deitados no sofá vendo filme, tomando café tarde, já não existem mais. Agora 6h da manhã já estamos correndo pela casa, normalmente atrás desse sapeca. É tanta energia que nem acredito. Gael abre o olho e desce da cama imediatamente, não rola nem uma espreguiçada. Meu filho, você pode levantar devagar, não precisa correr, demore só mais uns 5 minutinhos.

Gael é um gulosinho. Mas quando decide que não vai comer, não há nada que o faça mudar de ideia. Agora, experimenta colocar um prato de massa na sua frente? Ele bate um pratão. Sozinho, porque ele não gosta mais que ninguém dê na boca, ele já é independente e come sozinho. É preciso ser muito zen para limpar tudo depois porque, claro, cai muita coisa no chão. Porém o que ele mais gosta de comer sem dúvida é fruta. As favoritas são: morango, framboesa, uva e blue berry. Mas também adora maçã, pêra, tangerina e kiwi. Ah sim, também gosta muito de banana, mas não chega na categoria de morango que ele come uma caixa inteira. Se bem que tangerina já comeu 4 seguidas, poderia estar na categoria de favoritos, mas vamos dizer quer ele não nega muito fruta não.

Suco também gosta muito, impossível tentar tomar do lado, Gael para tudo o que está fazendo e agarra nosso copo. Não posso pegar uma maçã para comer que ele vem atrás. E tenho que confessar, me enche de orgulho esse seu gosto por frutas, não vejo a hora de leva-lo numa feira de rua no Rio, vai pegar muitas provinhas, igual eu fazia quando criança.

Gael já dorme a noite toda, é uma benção. Às vezes dá uma acordadinha, mas volta a dormir rápido. Só não precisava acordar 5:30 né? Fico lembrando como foi difícil essa parte do sono, ficávamos horas ninando, parecia que nunca aprenderia a dormir sozinho, isso parecia um sonho tão distante. Mas acho que ele só era pequenininho mesmo, quando chegou a hora, quando ele estava pronto, ele aprendeu. E dorme super fácil agora. Todo dia de noite Gael escolhe com quem vai dormir, se joga no colo do escolhido e dá tchau para o outro (nos caso eu ou o pai). Não rola mais “coloca você hoje ele para dormir?” Não, Gael que decide!

Adora música. Está fascinado pelo álbum “Arca de Noé” e quer tocar em sequência sem parar, mas só o início de cada música e já muda para a próxima. Sabe cantar pedacinhos de algumas (na verdade são mais sílabas). Quando chega em casa já começa “glu glu glu”, se referindo à música do peru. E nós pais também passamos o dia ouvindo as músicas, mesmo que em pensamento, porque elas não saem da cabeça. Quando ele começa pedindo para tocar, eu tento emplacar outras canções, mas nunca cola muito e lá vamos nós para o pato, peru, gato… ah e leão que ele imita fazendo “grrrrr”.

Sobre a fala, está começando a se soltar mais. Conversa bastante na língua dele, mas no nosso idioma algumas palavras só. Normal para uma criança que está aprendendo dois idiomas ao mesmo tempo. Às vezes sai “mamãe”, às vezes “mama”. Quando está com sede pode pedir “aguá” (auau também quer dizer água ou cachorro, temos que adivinhar) ou vann (em norueguês). Mas ele entende tudo, fico impressionada, tanto o que falam em norueguês quanto o que falamos em português. No entanto a palavra preferia é “não”, também na forma de “nei”. Tudo é não.

Está na fase de carrinhos, “vrum vrum”, “bibiiii”, adora brincar com o trem, jogar bola, lego e brinquedos que toquem música. Ele para tudo para dançar ou correr pela casa, fica animadíssimo com música. Adora brincar com água, lavar louça, lavar a mão, banho é uma festa. Bebe água o dia inteiro sem parar, tem um apego enorme pela garrafinha de água, quando está chateado agarra a garrafa e isso o ajuda a acalmar. Algumas crianças têm paninho, ursinho de pelúcia, Gael tem a garrafa, às vezes dorme agarrado à ela.

Tem dias que não quer tirar a roupa por nada, é um drama para tirar o pijama e colocar a roupa para ir pra creche. Outros dias não quer colocar roupa nenhuma, só correr pelado pela casa. A roupa ele que escolhe, quando não gosta não coloca de jeito nenhum! É uma montanha russa de emoções. Vai da calma ao looping num segundo e ficamos sem saber de onde saiu o problema.

Mas enfim, é uma fofura sem fim, amo demais. Agarro muito, beijo muito e às vezes ele pede “não mamãe”. Mas eu não consigo resistir a essas bochechas. Agora vai passar um piscar de olhos e já vamos estar aqui falando sobre os dois anos. Mas enquanto isso não chega vou tentar descansar um pouco, porque está puxado viu, a rotina é intensa! Agora ele está dormindo, mas amanhã pontualmente às 5:30 começa mãmãmãmãemamãemamãe MÃE MÃE MÃE mãããããããããeeeee!

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Para tudo tem uma primeira vez

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Na primeira vez que peguei meu filho nos braços ele estava com os olhos arregalados e chegou encolhidinho, meio pálido. As esfermeiras faziam cosquinha para fazê-lo chorar e abrir os pulmões. Mas ele só fazia uns barulhinhos baixos e olhava arregalado sem entender o que estava acontecendo. Estava muito cansado depois de um longo trabalho de parto. Eu só conseguia olhar e acariciar e sorrir. Sempre que pensava nesse nosso primeiro momento me imaginava chorando muito e acabava chorando só de pensar. Mas eu não chorei, só conseguia sorrir.

A nossa primeira noite juntos foi bem tranquila. Ele dormiu no bercinho da maternidade ao lado da minha cama, um sono tranquilo que me deixou até preocupada pois mamou quase nada no primeiro dia. “Ele pode estar muito cansado”, diziam as enfermeiras. Não deu outra, a segunda noite foi a noite da amamentação.

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