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Flicts

116683780_1GGConta a história de uma cor procurando o seu lugar no mundo. Flicts não consegue se encaixar no arco-íris, nas bandeiras e em lugar nenhum. Ao longo do livro, Flicts pensa que “não tinha a força do Vermelho, não tinha a imensidão do Amarelo, nem a paz que tem o Azul”. Mas no final Flicts também encontra seu lugar: a Lua. A história é muito bonita e mostra a descoberta das diferenças. Presenteia o leitor com uma fantástica mensagem de caráter e respeito, dando a entender que todas as pessoas por mais diferentes que sejam, possuem seu lugar no mundo. 

Autor: Ziraldo
Editora: Melhoramentos

* A escolha dos livros para a biblioteca do Mama Connection é feita de acordo com os gostos das mamães Carol, Mari e Pri, e seus filhotes, claro. O Mama busca mesclar histórias escritas por autores nacionais e internacionais. Não há qualquer vínculo comercial com os autores e/ou editoras responsáveis por cada publicação indicada no blog.

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A ‘estranha’ biblioteca do Huguinho

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Foi o teste de gravidez da Priscila dar positivo, e no dia seguinte estava feita a primeira encomenda já pensando no bebê: uma caixa com os maiores clássicos infanto-juvenis de Monteiro Lobato, que vem, claro, com Reinações de Narizinho e Caçadas de Pedrinho, estas duas obras fundamentais na literatura brasileira que mesmo todo adulto deveria devorar. Este ato contínuo — a corrida à livraria logo após a notícia da paternidade — é reflexo de um dos maiores e mais irracionais medos que assombram a alma deste pai, além do pavor de aranhas saltadeiras: um dia, por qualquer infortúnio do destino, faltar dinheiro para comprar livros e, assim, ser condenado ao limbo inglório de ficar sem ter o que ler.

De modo que desde sempre, sempre que sobra um dinheirinho — e quando não sobra também — eu compro um livro aqui, outro ali, às vezes meia dúzia de uma vez, mas sempre dos bons (nada de “O Mínimo que você precisa saber para não um idiota”, ou quaisquer literatices dessa estirpe), e glória a Deus nas alturas se aquele livro raro à beça da clássica coleção Grandes Cientistas Sociais, da editora Ática, aparacer à venda por R$ 10,00 na Estante Virtual. O resultado disso é uma biblioteca da qual não posso dizer que não tenho muito orgulho, e na qual abundam Marx e Hegel — ou melhor, Engels, mas Hegel também –; Mariátegui; Nelson Werneck Sodré e outros ícones do pensamento democrático nacional; toda a coleção Cadernos do Povo Brasileiro; Tchekov, Gorki, Tolstoi e muito mais literatura russa; Gabriel García Márquez, Borges e Cortázar; Guimarães Rosa; uma prateleira inteira de Jorge Amado e duas de literatura portuguesa: a de cima com Eça e Camões, e a de baixo com Lobo Antunes, Gonçalo M. Tavares e Valter Hugo Mae (#ficaadica).

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Ler para o bebê é fundamental

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Durante a gravidez cheguei a ler um ou outro livro para o Huguinho. Deveria ter lido mais. Pode parecer estranho, mas vários estudos falam sobre a importância de ler para os bebês ainda na barriga. Eles já conhecem o tom da nossa voz e se sentem confortados em poder ouvi-la.

A leitura, portanto, entrou na lista de atividades do Huguinho desde cedo. Quando bebezinho, ele parecia nem se importar com a história. O objetivo dele era arrancar o livro da minha mão para colocá-lo na boca. Entre uma mordida e outra, ele ouviu algumas histórias.

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