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Kos og kaos: cartoon norueguês para se divertir com a maternidade

Line Severinsen é uma ilustradora norueguesa que começou a fazer cartoons como uma espécie de diário da sua primeira gravidez. O trabalho dela é tão bom que rapidamente se tornou viral e famoso no mundo todo. Eu conheci seu instagram quando ainda estava grávida e super me identifiquei com várias situações.

Acho que o sucesso dela vem do fato dela ver com humor tanto o lado que apreciamos da gravidez/maternidade quanto o lado caótico (o nome “kos og kaos” em norueguês significa exatamente isso: apreciar e caos). Como ela mesma fala, quando engravidou estava muito animada para ter uma gravidez saudável e se preparar para a chegada de sua primeira filha. Mas sua gravidez não foi nem um pouco perto do que ela via por aí pela mídia, que sempre noticia como uma coisa gloriosa, e não fala da parte difícil. Afinal, não é fácil mesmo, algumas poucas sortudas conseguem ter essa glória de ter uma gravidez sem nenhuma dificuldade, mas a maioria não. Por isso tenho certeza de que muitas mães e futuras mamães se identificam com os quadrinhos de Line, simples e direto! Então fica a dica! Line tem blog, instagram, facebook, acabou de lançar um livro em norueguês e em breve vem um em inglês. 🙂

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Livro recém-lançado

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A melhor parte de escolher o nome do bebê é se dar conta do tanto de pessoas que odiamos

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Coisas que você não precisa dizer para uma grávida: são 2? Oh meu deus, você está enorme, está esperando trigêmeos?

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Hora de se alongar

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Como me sinto na academia

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Esses hormônios

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O único jeito desse pequeno dormir

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Pais que adoram uma desculpa para comprar presentes para si mesmos

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Pós-parto

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O único jeito dessa pequena dormir

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Primeiro dia na creche

O que tem na sua bolsa da maternidade?

O que tem na sua bolsa da maternidade?

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Nasce um filho, nasce uma mãe

* Por Ana Gabriela Marques

FB_IMG_1466256092317Tenho poucas lembranças da minha infância com brincadeiras de mamãe e filhinha. Acho que desde cedo era bem decidida quanto a isso: não queria ser mãe. Já na fase adulta, casada há muitos anos, muitas pessoas me questionavam e eu era categórica na questão: não vamos ter filhos. Meu marido topava sim, mas já estava quase desistindo por eu estar tão longe dessa ideia. O tal bichinho da maternidade e o relógio biológico nunca bateram em mim. Muita gente não entendia e eu super me entendia, não queria e ponto,  crianças são lindas e puras, mas não queria uma pra mim. Pois bem, casada já há anos, tomando pílula há séculos, precisei dar uma pausa por recomendação médica. Essa médica hoje aos meus olhos, estava em parceria o cara lá de cima, só pode. E com 11 dias mais ou menos sem tomar remédio, engravidei. Uma bomba caiu sobre minha cabeça. Ali eu parei, respirei (mentira, eu fiquei sem ar por muito tempo) e percebi que eu não era Deus e que eu não tinha o domínio sobre tudo. Meu marido sorria de orelha a orelha. E eu me mantive pelo menos uns 15 dias com cara de velório.

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Sobre maquiagem, pijama e pós-parto

Sobre pós-parto

Eu me lembro bem a última vez que me maquiei de verdade. Foi no dia em que entrei em trabalho de parto. Sim, pode parecer estranho, mas entre uma contração e outra, conseguia relaxar e quis me dedicar ao visual. Afinal, eu queria estar linda na foto pós-parto, e essa foto seria para o resto da vida. Até cheguei a comprar alguns itens à prova d’água para não borrar tudo quando chorasse. Mal sabia eu que ainda ia passar longas horas com contrações e que elas iam ficar tão intensas que nada disso mais importaria. Quando Gael nasceu eu já estava descabelada e com bochechas vermelhas de quem havia corrido uma maratona. Mas quem se importa com isso né, a foto ficou linda mesmo assim.

E aí depois disso maquiagem virou um luxo. E pentear o cabelo também. Coque no alto da cabeça virou penteado de todo dia e passei a adotar o uniforme do conforto. Era um dia calça de moletom cinza, no outro calça de moletom rosa. Blusa de amamentação e casacão por cima. Como se sentir linda com esse visual? Eu não me sentia, era apenas mais prático. A verdade é que meu pós-parto não foi fácil, não me sentia bem e ainda tinha que estar super disposta para cuidar do meu recém-nascido. Olhar no espelho era bom para me lembrar de não tinha esquecido nada, porque a memória também não andava nada bem (aliás, não sei se ela vai se recuperar totalmente).

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Meu pequeno viking: como foi minha experiência de engravidar na Noruega

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Em 2015 me tornei mãe pela primeira vez. Para quem ainda não sabe, moro em Oslo com meu marido e foi na capital norueguesa onde engravidei e tive meu filho. Confesso que quando engravidei pensava mais no meu desejo de ser mãe do que nas consequências de ter um filho em um país estrangeiro. Muita coisa é diferente do Brasil e achei que seria legal contar por aqui. Vale dizer que essa foi minha única experiência como grávida e só sei como é ser grávida no Brasil através de relatos ou leituras.

A principal diferença que não poderia de deixar de citar são os benefícios que o sistema se saúde nos oferece. Como grávida na Noruega não pago nada. Tenho direito a médico e consultas gratuitas no posto de saúde com a pessoa responsável pela saúde da mulher e bebê. Na Noruega o nome desse profissional é jordmor, em português seria obstetriz, também conhecida como parteira, mas na verdade elas cuidam não só do parto, mas também das gestantes, parturientes, puérperas e recém-nascidos. Tive a sorte de pegar uma jordmor maravilhosa, muito atenciosa e que não se importava em falar inglês conosco. Nós até nos viramos no norueguês, mas não temos o vocabulário amplo para arriscar manter uma conversa em norueguês se tratando de um assunto tão importante. Minhas consultas, exames e parto foram em inglês.

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Maternidade: sonho, realidade e olheiras!

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O Huguinho foi tão sonhado, programado e planejado que veio sem pedir licença! Já chegou chegando, literalmente! O meu marido foi o primeiro a ter certeza de que eu estava grávida. Na época, além do trabalho de jornalistas, tínhamos uma loja de produtos turísticos aqui em Penedo, e em meio à loucura das nossas vidas, resolvemos subir a serra em um feriado de meio de semana para descansar um pouco. Bastou eu dizer que estava com vontade de comer um chocolate que ele passou dois dias garantindo que eu estava grávida. Assim que voltamos para casa fiz um teste de farmácia para acabar com aquela “falação”, mas ele tinha razão.

A partir daí as nossas vidas tinha que mudar. Eu já estava com quase oito semanas de gestação. No geral a minha gravidez foi bem tranquila. Tive poucos episódios de enjoo e mal estar. O que mais incomodou foi uma dor nas costas que me acompanhou durante o último trimestre, mas nada que tirasse a nossa empolgação.

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