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Domingo de inverno ao som de funk

A temperatura está ladeira abaixo (rolando desembestada) e já tem neve lá fora. O frio não é muito convidativo para ficar na rua, mas ao mesmo tempo temos que inventar o que fazer porque ficar em casa com um menininho de 1 ano e três meses não é fácil. E aqui na Noruega tudo fecha domingo, eu digo tudo mesmo, só sobram uns mercadinhos para comprar produtos de última hora. Por isso que eu amei o convite de uma amiga para ir num baile de funk para bebês.

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O evento acontece uma vez por mês em uma biblioteca aqui de Oslo. E, gente, é uma delícia. Uma tarde com música, gente animada, bebês para todos os lados e pais super empolgados. Gael ficou meio desconfiado no início, depois se soltou mais. É muita atração para eles, além da música, existem livros ao redor que eles podem pegar à vontade. Nesse dia não vale a regra de silêncio na biblioteca, o negócio é fazer barulho!

Se tem gente sentada no chão o dj chama logo para dançar. Toda hora ele inventa algum passo e convida todos para fazer juntos e interage muito com as crianças. Eu, Conrado e Gael adoramos e estamos ansiosos para o próximo baile. Obrigada Aline pelo convite! 🙂
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Ideias para distrair o bebê sem precisar falar “não” para tudo

Antes do Gael nascer li alguns livros, vi vídeos no youtube e acompanhei blogs. São muitas dicas e experiências e a gente foi separando as que achava mais interessante.

Uma que pareceu ótima era evitar dizer “Não” para seu filho. Não que isso signifique que tudo está permitido, mas recomenda-se evitar essa palavra ao falar com ele. Por exemplo, se ele quer comer a carteira do pai, a gente fala “Isso é do papai Gael, devolve para ele”. Ao invés de dizer “Não Gael!”. Isso porque guardando o “não” para situações especiais seria mais fácil ele entender, quando, por exemplo, estiver na beira de uma escada e você gritar “Não!”, ele saberá que é realmente importante.
É claro que, como muitas outras coisas que a gente imagina antes do nascimento, na prática não é tão fácil. É muito difícil principalmente quando é alguma coisa que precisa ser resolvida rapidamente ou quando, além de cuidar dele, temos que preparar a comida ou botar roupa para lavar. Agora que ele está super explorador está cada vez mais difícil e percebi que havíamos banalizado o “não”. Era “não” para tudo. “Não Gael”. “Não vai para a varanda!”. “Não joga o sapato do seu pai!”. “Não come a vela!”
Gente, estava me achando a mãe mais chata do mundo. Nada pode! É muito difícil achar um equilíbrio entre impôr limites e ao mesmo tempo deixar ele descobrir o mundo. Deve ser muito chato não poder fazer nada que ele quer.
Eu quero dar opções divertidas para ele e até deixo ele tirar coisas dos lugares, às vezes parece que passou um furacão por aqui. Quer tirar todas as fraldas do pacote, tira, depois a gente guarda. Mas sapato não rola deixar colocar na boca. E é muito chato falar não toda hora, falar “é sujo”, “é do papai e da mamãe” também não estão resolvendo. Acho mais fácil distrair com outras coisas.

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Mãe e filho vão passear

Depois que passou toda a novidade do parto, as primeiras semanas com Gael em casa, as visitas foram embora, o pai voltou a trabalhar, eu me vi em casa sozinha com meu filho. Oslo não é como o Rio onde rapidinho as mães fazem amizades na pracinha. Eu saía para passear, mas ninguém olhava para meu filho, não rolava um sorrisinho no rosto ao cruzar com outras mães, do tipo “estamos juntos”.

Decidi que para minha saúde mental e para o bem do meu filho eu precisava sair de casa. Instituí passeio diário, mas chegou um período em que ele não queria mais ficar no carrinho. Então, passei a sair de canguru (eu uso da marca Ergobaby e amo), mas Gael ganhou peso muito rapido e rapidinho ficou pesado passear pela cidade. Precisava procurar outras atividades e conhecer outras mães dispostas a conversar e trocar experiências. Foi então que descobri que Oslo tem muito a oferecer para mães em licença maternidade.

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