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Nasce um filho, nasce uma mãe

* Por Ana Gabriela Marques

FB_IMG_1466256092317Tenho poucas lembranças da minha infância com brincadeiras de mamãe e filhinha. Acho que desde cedo era bem decidida quanto a isso: não queria ser mãe. Já na fase adulta, casada há muitos anos, muitas pessoas me questionavam e eu era categórica na questão: não vamos ter filhos. Meu marido topava sim, mas já estava quase desistindo por eu estar tão longe dessa ideia. O tal bichinho da maternidade e o relógio biológico nunca bateram em mim. Muita gente não entendia e eu super me entendia, não queria e ponto,  crianças são lindas e puras, mas não queria uma pra mim. Pois bem, casada já há anos, tomando pílula há séculos, precisei dar uma pausa por recomendação médica. Essa médica hoje aos meus olhos, estava em parceria o cara lá de cima, só pode. E com 11 dias mais ou menos sem tomar remédio, engravidei. Uma bomba caiu sobre minha cabeça. Ali eu parei, respirei (mentira, eu fiquei sem ar por muito tempo) e percebi que eu não era Deus e que eu não tinha o domínio sobre tudo. Meu marido sorria de orelha a orelha. E eu me mantive pelo menos uns 15 dias com cara de velório.

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O ponto mais marcante do nascimento do Enzo

Vovô Celio e Enzo

Vovô Celio e Enzo

Por Fillipe Soares*

Recebi a notícia da chegada do meu moleque um domingo antes do dia dos pais. Já havia nascido a certeza de que minha esposa estava grávida (e a vontade de ser pai SEMPRE esteve em mim, desde a mais tenra idade). Preparávamos-nos pra casar aqueles casamentos dos sonhos das meninas e pesadelo dos meninos, e foi aí que tivemos que repensar toda a trajetória.

Minha esposa demorou a se acostumar com a ideia, afinal sempre quis que este momento fosse programado, como um roteiro de cinema: conhece-beija-namora-casa-tem filhos.  Ela só esqueceu de combinar com o destino, nosso companheiro implacável.

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