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A maternidade e as novas amizades

Fonte: Pixabay

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Depois que temos filhos a vida muda radicalmente. Em vários sentidos, incluindo o convívio social. Sair e não ter hora para voltar, independente do dia, é algo inimaginável a partir de então. Até porque você precisa pensar nas horas de alimentação, sono, xixi, cocô, mau humor, bom humor… e por aí vai.

Principalmente com crianças pequenas é muito comum os país não conseguirem mais frequentar os mesmos lugares. Com isso os amigos — e os próprios pais –acabam se afastando, involuntariamente e, em alguns casos, voluntariamente. Desde que o Huguinho nasceu já cansei de ler e reler relatos de outras mães contando como os amigos se distanciaram depois que seus filhotes chegaram. E acontece mesmo!

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‘Criança não namora. Nem de brincadeira’

crianca-namoraTem circulado nas redes sociais um grande debate em torno de uma campanha criada aqui no Brasil contra a erotização precoce das crianças. O tema me chamou a atenção e decidi pesquisar um pouco mais.

Descobri que se tratava de uma ação desenvolvida pela Secretaria de Estado de Assistência Social do Amazonas. Achei ótima a ideia do slogan: “Criança não namora. Nem de brincadeira”. O tema é polêmico, claro. Muitos acham que não tem nada a ver estimular aquele “namorico” entre crianças, e que essa campanha é nada mais, nada menos do que um excesso de “politicamente correto”.  Outros garantem que comportamentos assim podem ajudar a “adultizar” a criança e induzi-la a sentimentos que ainda não são próprios da idade.

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É dia 17 de maio: dia nacional da Noruega

Hoje é feriado nacional aqui na Noruega. 17 de maio é uma data especial, também conhecido como o dia em que foi assinada a constituição. Todo ano esse é o dia dos noruegueses colocarem suas melhores roupas, reunirem amigos e famílias e irem para a rua comemorar.

Em todo o país há desfiles pela rua e o que eu acho legal é que são com a participação especialmente de crianças, diferente do que estamos acostumados no nosso dia da independência com parada militar. Além disso, apesar de estarem super elegantes, ou com as trajes típicos ou roupas de festa, o clima é super informal e descontraído.

Essa é a data favorita de comemoração norueguesa e eles levam muito a sério isso. As comemorações começam no café da manhã mesmo, normalmente com champagne, e continua o dia inteiro. Eu acho lindo de ver todos se vestindo com roupas típicas muito felizes se parabenizando pelo dia. Fora que as roupas são uns espetáculos!

E sabe qual é a comida típica? Salsicha e sorvete! Sim, nada mais típico. Nosso dia também teve um pouco disso, mas com mais alguns ingredientes nutritivos. Acordamos cedo e fizemos uma torta de maçã típica, depois fomos para o centro ver o desfile e almoçar na casa de amigos. A alegria dos noruegueses nesse dia é contagiante e aprendemos a gostar também de 17 de maio, por isso queria dividir algumas imagens por aqui. Espero que gostem!

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Metade da decoração minha, metade do Gael

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Festa do Mickey: é sempre bom comemorar a vida!

Quando estava pensando em um tema para escrever nesta semana me dei conta de que o aniversário de três anos do Huguinho já é logo ali, em julho. Neste ano vamos fazer uma festinha na escola. O tema ainda não está definido, porque agora não depende mais da gente. A escolha é dele e nem adianta dar palpites. A autonomia e a independência andam ganhando forma por aqui (risos!).

Enfim, o fato é que já comecei a pesquisar preços, ideias etc, e me dei conta também de que acabei não publicando nada sobre a festinha dele de dois anos. No ano passado fizemos um bolinho em casa e a decoração ficou por minha conta. O objetivo era deixar tudo bonitinho, mas sem muitos apetrechos e sem grandes gastos. Acho que deu certo.

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Abra a porta e a janela, deixa o sol entrar!

Gael-varandaAmo muito essa época do ano. É primavera, e o sol começa a esquentar. É hora de trocar os casacos, guardar as botas de inverno e tirar do armário os sapatos mais leves. O dia mais longo e ensolarado nos convida a ficar na rua até mais tarde, mudando de calçada se precisar em busca dos raios de sol.

Aqui as estações do ano são mais marcadas e é muito gostoso ver o tempo se transformar, as folhas começarem a nascer. No Brasil é diferente porque não sentimos tanto isso. Mas aqui as estações marcam muito minha memória e quando o tempo começou a mudar já me lembrei logo da última primavera. Gael tinha 8/9 meses e lembro quando conseguimos sair da sala e brincar na varanda, as primeiras explorações, descobrindo a grade, ele adorava bater nela fazendo muito barulho.

Assim como o outono passado me trouxe as memórias do nosso primeiro outono juntos. Eu estava no início da minha licença maternidade e ficava andando muito na rua para ele dormir. O clima de outono e e o ventinho gelado me trouxeram na hora as lembranças dessa época, de quando ainda estava no iniciozinho dessa jornada de maternidade.

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Olha lá… é um dinossauro!

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Todo mundo sabe que a imaginação infantil é algo sem limites. É incrível observar como um simples objeto pode se transformar em uma coisa digna de uma aventura do “Indiana Jones”. Mas não me canso de me divertir com isso.

Nesta semana fui levar o Huguinho ao pediatra. Ele não estava se sentindo muito bem e começou a ficar nervoso no carro. Estávamos só nós dois, e o nervosismo dele foi me atingindo. Ele não parava de chorar, reclamar de dor, e eu já não sabia mais o que fazer. Foi quando tive uma ideia: “Olha lá atrás da árvore… será que tem um dinossauro?”, disparei quando nos aproximávamos de uma mata que margeia a Dutra. Ele parou imediatamente de chorar e ficou entusiasmado. “Será, mamãe? Um dinossauro grande, verde e muito bravo. Será?”.

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A vida materna e suas escolhas

IMG_7989Antes de ser mãe eu nunca pensei na opção de deixar de trabalhar fora para ficar com o filho. Sempre quis conciliar as duas coisas e, apesar de curtir muito a ideia de ficar em casa com ele durante a licença de maternidade, parecia natural voltar a trabalhar depois de um tempo. Mas nada como ser mãe para mudar de ideia, não é mesmo?

Depois que fui mãe passei a entender muito mais as mães que se dedicam exclusivamente à maternidade. Que têm a oportunidade de ficar o dia todo ao lado dos filhos. Eu super entendo, mas também acho natural ter vontade de voltar ao mercado de trabalho. Sou assim sabe, queria poder ter as duas coisas, queria trabalhar e poder ficar com ele o tempo todo.

Acho que as duas opções tem suas vantagens. Mas optei por trabalhar e, na maior parte do tempo, fico tranquila quanto à nossa escolha. Mas e quando eu tenho que deixar ele na creche correndo porque preciso entregar um trabalho? Quando ele fica chorando e tenta se agarrar a mim? Não é fácil não, muitas vezes eu desejo poder ficar com ele mais tempo. E olha que até tenho um horário flexível e às vezes até consigo trabalhar de casa.

Nessas situações sempre me pego pensativa, queria tanto poder ficar mais com ele sem precisar ter que pensar em outras coisas. Porque mesmo quando estou no trabalho, sempre estou com ele na cabeça. Mesmo trabalhando fora também sou mãe em tempo integral. A todo momento. A diferença é que quem trabalha fora às vezes precisa dividir algumas preocupações entre pepinos do trabalho e merenda da criança.

A vida é feita de escolhas, não é? Ou a gente tenta sempre fazer a melhor escolha dentro do que a vida nos oferece. Estamos tentando ser a melhor mãe que podemos ser. Ou tentando sempre melhorar. Ou quebrando a cara toda hora, mudando de opinião… Ficar em casa com o filho não é uma opção para mim agora. Mas deve ser bom demais ter essa opção.

Meu lado mãe quer abraçar meu filho a cada segundo e cada vez que ele cair estar lá para segura-lo. E um outro lado de mim quer se dedicar muito ao trabalho e à carreira.

Já falei aqui em outro post, quem não tem filho não tem ideia de como a vida muda. E tenho pensado muito nisso ultimamente: carreira & maternidade, como conciliar tudo da melhor forma. Algumas escolhem se dividir entre as duas coisas, outras preferem parar o trabalho por um tempo para se dedicar ao filho, são muitas escolhas que precisamos fazer e o importante é fazer a que nos deixa mais tranquila. Pensando nisso, tem dois vídeos que vi no youtube já faz tempo e que me lembrei nesse momento que tem tudo a ver com esse tema, recomendo!

O primeiro é sobre o trabalho mais difícil do mundo. Adivinhem qual é? E o segundo mostra uma mãe que por um tempo ficou em casa para cuidar dos filhos e agora tenta voltar ao mercado de trabalho.

(estão em espanhol, mas acho que é tranquilo entender)

 

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É verdade: tudo passa!

IMG-20170312-WA0003Sabem aquela famosa expressão dita e repetida por familiares, amigos e até desconhecidos de que “tudo passa”? Parece filosofia de botequim, mas a verdade é, realmente, que “tudo passa”.

Na maternidade isso ganha um peso ainda maior. Como “tudo passa”… e como “tudo passa” tão rápido! É como se a gente fosse dormir — acabados, é claro — e acordasse em outra dimensão. O que no dia anterior parecia que não iria acabar nunca, nos fez ficar descabelados, destruídos e esgotados, no dia seguinte já ficou para trás e, obviamente, surge uma nova situação.

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Inverno em Oslo com criança

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Antes de me mudar para Oslo pensava que os meses de inverno seriam todos cobertos de neve. Mas a verdade que todos os três invernos que passamos aqui não foram assim (na verdade foram quatro, mas ano passado ficamos quase dois meses no Brasil, pois estava de licença maternidade). Tem muito frio sim, mas não teve muita neve.

Porém esse ano foi o pior de todos. Nevou um pouco no final de outubro e todos pensaram que esse inverno seria bem frio, mas depois disso só choveu, nevou quase nada! Natal foi sem neve nenhuma, e natal sem neve não é especial. Só foi começar a cair um pouco de neve no meio de fevereiro.

E quando tem um final de semana com neve acumulada a cidade fica linda demais. Não só pela neve, mas pela alegria das pessoas curtindo. Norueguês AMA natureza, fazer passeios de trilhas, subir a montanha, esquiar. E esse país tem muitas paisagens incríveis.

Para o dia dia neve é mais complicado, porque engarrafa, é difícil de empurrar o carrinho, às vezes tem gelo embaixo que escorrega, demoro bem mais tempo tentando não cair. Mas nos finais de semana é diversão garantida para todas as idades. É muito gostoso, ainda mais agora no final de fevereiro e março, quando os dias estão mais longos e dá para aproveitar mais tempo.

Oslo tem muitas possibilidades, estação de esqui alpino dentro da cidade e várias trilhas para esqui cross country, que é o favorito dos noruegueses. Tudo isso fácil de chegar de transporte público. Além disso, tem muitos parques com morros e ladeiras perfeitos para brincar com trenós. Sério, eu amo muito um dia de neve ensolarado de fevereiro. É diversão gratuita e perto de casa.

Gael fica encantado com a neve. É apaixonante vê-lo levantando a mãozinha para pegar os floquinhos de neve que caem lentamente do céu, enquanto abre a boca numa expressão de “OOOhhhh”. São muitas gargalhadas, ao mesmo tempo que quer pegar e jogar, não gosta que acumule neve na sua roupa e está sempre limpando. Descer de trenó ele curte muito também, desce gargalhando. Agora estamos deixando ele descer sozinho de morrinhos bem baixo e ele gostou ainda mais porque vamos correndo do lado.

Sim inverno cansa, usar muitas camadas é bem chato, sentir frio também não é bom. Mas o melhor é comprar boas roupas de frio, uma lã bem quentinha e se jogar na diversão. Por isso, ao mesmo tempo em que espero ansiosa pela primavera, que não vejo a hora de sair de pernas de fora na rua, e porque a vida é assim cheia de contradições que eu digo: Viva a neve, neva mais!

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Dia da panqueca

Hoje, dia 28 de fevereiro, é o Pancake Day aqui Inglaterra, ou Shrove Tuesday, que nada mais é do que a terça-feira Gorda e o dia anterior à quarta-feira de Cinzas.

Tradicionalmente, os cristãos têm esse dia como o “último” dia pra comer de tudo antes da Quaresma, os 40 dias que antecedem a Páscoa. Antigamente, não se podia comer os ingredientes da panqueca nesse período.

O Dia da Panqueca é celebrado em todo o país, especialmente com corridas segurando uma frigideira e muitas guloseimas!2017-02-28-PHOTO-00001187

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fonte: pinterest

Por causa disso, a Mari que está em Londres, resolveu fazer algumas panquecas com seu filho! E não é que ficaram deliciosas… na massa não vai açúcar e o recheio fica a gosto do freguês!

Receita:
110g de farinha
1 pitada de sal
2 ovos
200 ml de leite com 75 ml de água

Como fazer:

  1. Peneirar a farinha e o sal numa tigela.
  2. No meio da farinha, quebre os ovos.
  3. Mexa os ovos com a farinha.
  4. Gradualmente, misture o leite com água até ficar homogêneo.
  5. Pronto, agora é untar a frigideira com um pouco de manteiga, esquentar e fazer camadas bem fininhas!
  6. Ficam ótimas com geleias, frutinhas, yogurt, mel, nutella, doce de leite…

* A receita rende em média 8 porções

Alerta: Antes de servir qualquer um dos ingredientes citados a cima, por favor, verifique se seu filho é alérgico.

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