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Olha lá… é um dinossauro!

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Todo mundo sabe que a imaginação infantil é algo sem limites. É incrível observar como um simples objeto pode se transformar em uma coisa digna de uma aventura do “Indiana Jones”. Mas não me canso de me divertir com isso.

Nesta semana fui levar o Huguinho ao pediatra. Ele não estava se sentindo muito bem e começou a ficar nervoso no carro. Estávamos só nós dois, e o nervosismo dele foi me atingindo. Ele não parava de chorar, reclamar de dor, e eu já não sabia mais o que fazer. Foi quando tive uma ideia: “Olha lá atrás da árvore… será que tem um dinossauro?”, disparei quando nos aproximávamos de uma mata que margeia a Dutra. Ele parou imediatamente de chorar e ficou entusiasmado. “Será, mamãe? Um dinossauro grande, verde e muito bravo. Será?”.

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A vida materna e suas escolhas

IMG_7989Antes de ser mãe eu nunca pensei na opção de deixar de trabalhar fora para ficar com o filho. Sempre quis conciliar as duas coisas e, apesar de curtir muito a ideia de ficar em casa com ele durante a licença de maternidade, parecia natural voltar a trabalhar depois de um tempo. Mas nada como ser mãe para mudar de ideia, não é mesmo?

Depois que fui mãe passei a entender muito mais as mães que se dedicam exclusivamente à maternidade. Que têm a oportunidade de ficar o dia todo ao lado dos filhos. Eu super entendo, mas também acho natural ter vontade de voltar ao mercado de trabalho. Sou assim sabe, queria poder ter as duas coisas, queria trabalhar e poder ficar com ele o tempo todo.

Acho que as duas opções tem suas vantagens. Mas optei por trabalhar e, na maior parte do tempo, fico tranquila quanto à nossa escolha. Mas e quando eu tenho que deixar ele na creche correndo porque preciso entregar um trabalho? Quando ele fica chorando e tenta se agarrar a mim? Não é fácil não, muitas vezes eu desejo poder ficar com ele mais tempo. E olha que até tenho um horário flexível e às vezes até consigo trabalhar de casa.

Nessas situações sempre me pego pensativa, queria tanto poder ficar mais com ele sem precisar ter que pensar em outras coisas. Porque mesmo quando estou no trabalho, sempre estou com ele na cabeça. Mesmo trabalhando fora também sou mãe em tempo integral. A todo momento. A diferença é que quem trabalha fora às vezes precisa dividir algumas preocupações entre pepinos do trabalho e merenda da criança.

A vida é feita de escolhas, não é? Ou a gente tenta sempre fazer a melhor escolha dentro do que a vida nos oferece. Estamos tentando ser a melhor mãe que podemos ser. Ou tentando sempre melhorar. Ou quebrando a cara toda hora, mudando de opinião… Ficar em casa com o filho não é uma opção para mim agora. Mas deve ser bom demais ter essa opção.

Meu lado mãe quer abraçar meu filho a cada segundo e cada vez que ele cair estar lá para segura-lo. E um outro lado de mim quer se dedicar muito ao trabalho e à carreira.

Já falei aqui em outro post, quem não tem filho não tem ideia de como a vida muda. E tenho pensado muito nisso ultimamente: carreira & maternidade, como conciliar tudo da melhor forma. Algumas escolhem se dividir entre as duas coisas, outras preferem parar o trabalho por um tempo para se dedicar ao filho, são muitas escolhas que precisamos fazer e o importante é fazer a que nos deixa mais tranquila. Pensando nisso, tem dois vídeos que vi no youtube já faz tempo e que me lembrei nesse momento que tem tudo a ver com esse tema, recomendo!

O primeiro é sobre o trabalho mais difícil do mundo. Adivinhem qual é? E o segundo mostra uma mãe que por um tempo ficou em casa para cuidar dos filhos e agora tenta voltar ao mercado de trabalho.

(estão em espanhol, mas acho que é tranquilo entender)

 

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É verdade: tudo passa!

IMG-20170312-WA0003Sabem aquela famosa expressão dita e repetida por familiares, amigos e até desconhecidos de que “tudo passa”? Parece filosofia de botequim, mas a verdade é, realmente, que “tudo passa”.

Na maternidade isso ganha um peso ainda maior. Como “tudo passa”… e como “tudo passa” tão rápido! É como se a gente fosse dormir — acabados, é claro — e acordasse em outra dimensão. O que no dia anterior parecia que não iria acabar nunca, nos fez ficar descabelados, destruídos e esgotados, no dia seguinte já ficou para trás e, obviamente, surge uma nova situação.

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Inverno em Oslo com criança

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Antes de me mudar para Oslo pensava que os meses de inverno seriam todos cobertos de neve. Mas a verdade que todos os três invernos que passamos aqui não foram assim (na verdade foram quatro, mas ano passado ficamos quase dois meses no Brasil, pois estava de licença maternidade). Tem muito frio sim, mas não teve muita neve.

Porém esse ano foi o pior de todos. Nevou um pouco no final de outubro e todos pensaram que esse inverno seria bem frio, mas depois disso só choveu, nevou quase nada! Natal foi sem neve nenhuma, e natal sem neve não é especial. Só foi começar a cair um pouco de neve no meio de fevereiro.

E quando tem um final de semana com neve acumulada a cidade fica linda demais. Não só pela neve, mas pela alegria das pessoas curtindo. Norueguês AMA natureza, fazer passeios de trilhas, subir a montanha, esquiar. E esse país tem muitas paisagens incríveis.

Para o dia dia neve é mais complicado, porque engarrafa, é difícil de empurrar o carrinho, às vezes tem gelo embaixo que escorrega, demoro bem mais tempo tentando não cair. Mas nos finais de semana é diversão garantida para todas as idades. É muito gostoso, ainda mais agora no final de fevereiro e março, quando os dias estão mais longos e dá para aproveitar mais tempo.

Oslo tem muitas possibilidades, estação de esqui alpino dentro da cidade e várias trilhas para esqui cross country, que é o favorito dos noruegueses. Tudo isso fácil de chegar de transporte público. Além disso, tem muitos parques com morros e ladeiras perfeitos para brincar com trenós. Sério, eu amo muito um dia de neve ensolarado de fevereiro. É diversão gratuita e perto de casa.

Gael fica encantado com a neve. É apaixonante vê-lo levantando a mãozinha para pegar os floquinhos de neve que caem lentamente do céu, enquanto abre a boca numa expressão de “OOOhhhh”. São muitas gargalhadas, ao mesmo tempo que quer pegar e jogar, não gosta que acumule neve na sua roupa e está sempre limpando. Descer de trenó ele curte muito também, desce gargalhando. Agora estamos deixando ele descer sozinho de morrinhos bem baixo e ele gostou ainda mais porque vamos correndo do lado.

Sim inverno cansa, usar muitas camadas é bem chato, sentir frio também não é bom. Mas o melhor é comprar boas roupas de frio, uma lã bem quentinha e se jogar na diversão. Por isso, ao mesmo tempo em que espero ansiosa pela primavera, que não vejo a hora de sair de pernas de fora na rua, e porque a vida é assim cheia de contradições que eu digo: Viva a neve, neva mais!

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