post

Chegou a hora do desmame. E agora?

2016_10_12_14_40_09_oneshotHá alguns meses vinha imaginando como seria o desmame do Huguinho. Há mais de um ano já havia conseguido fazer o desmame noturno, ou seja, nada de mamar no peito de madrugada, mas o desmame completo eu não tinha nem ideia de como seria possível.

Para mim, o processo começou com pesquisas na internet e pedidos de dicas para amigas. Mas parecia algo tão distante, tão surreal e impossível de acontecer no curto prazo. A questão é que o Huguinho já estava com 2 anos e quatro meses e, embora tenha amado amamentar, já estava me sentindo muito cansada fisicamente.

Em busca de uma fórmula mágica, encontrei vários textos prometendo “como desmamar o seu filho sem traumas”, ou “como desmamar em apenas dois passos”, ou “conheça os sinais de que o seu bebê já está pronto para o desmame natural”. Achei que nunca conseguiria ou que ao menos teria que enfrentar um terremoto, um maremoto e um tornado de sentimentos e emoções para dar conta desta etapa da maternidade.

Por fim, ao contrário de todas as minhas previsões, tudo aconteceu no susto e de forma muito tranquila. Estava há uma semana com uma dor de cabeça super chata. Dipirona e paracetamol já não adiantavam mais. Mas quando estamos amamentando existe sempre a barreira do medicamento. Estávamos passando um final de semana na casa do meu sogro e o Huguinho brincou tanto durante o dia que à noite não quis mamar no peito para dormir. No dia seguinte ele já acordou a mil e não pediu para mamar de novo. À noite foi a mesma coisa. Então, percebi que havia chegado a hora do desmame.

Voltamos para casa e a primeira coisa que o Huguinho pediu, óbvio, foi o peito. A nossa vantagem é que ele já tomava mamadeira de leite ninho há algum tempo, o que facilitou — e muito — as coisas. Mas o papai precisou entrar em ação.

Foram cerca de 40 minutos para colocá-lo para dormir apenas com a mamadeira e muita história. A mamãe ficou de fora, esperando, e, claro, com o coração na mão. O mesmo ritual se seguiu no dia seguinte. Ao longo do dia foi mais fácil contornar a situação. A única desvantagem é que o soninho da tarde, pós almoço, sumiu. Mesmo com mamadeira, histórias, músicas… necas!

Para nossa surpresa, na terceira noite o Huguinho já voltou a dormir comigo, só com a mamadeira. É claro que não é mais tão fácil. Depois da mamadeira temos que contar histórias, conversar e acalmá-lo até ele se sentir confortável para dormir. Com o peito era muito mais fácil. O mais incrível é que ele parece que entendeu muito bem a situação. Ouvi apenas alguns pedidos de “mamar peito, mamãe”, mas sem dramas, choros ou qualquer coisa do tipo.

Depois de apenas uma semana ele nem pedia mais. Agora, às vezes ainda brinca que está mamando no peito, diz que virou neném e começa a rir. Acho que nunca vou me acostumar com esse turbilhão de emoções que a maternidade nos traz. Acho que “sofri” muito mais do que ele com essa “separação”, e, embora já tenha desmamado há cerca de 20 dias, ainda sinto muita falta daqueles momentos só nossos.

Mas, como tudo na maternidade, foi só mais uma fase. Muitas outras virão e irão… Agora estamos às voltas com o desfralde. Mas isso é assunto para outro post! Beijos!

 

 

4 thoughts on “Chegou a hora do desmame. E agora?

  1. Que bom saber que foi tranquilo! Huguinho vai continuar tendo o carinho e paparicos da mamãe!
    Estamos nessa fase tmabém. Luisa, com 2 anos e 6 meses. E, ainda, mamando tanto de dia, quanto a noite! Tenho conversado muito com ela; mas, ainda, não conseguimos acabar essa fase.
    Beijos

    • Olá, Evelyne. Obrigada pelo comentário. Adoro saber de outras experiências. Com certeza vocês conseguirão concluir essa fase na hora certa para vocês. Isso é algo que venho aprendendo com a maternidade: não adianta termos pressa para nada, não é mesmo? Beijos!

  2. Oi meu bem, obrigada por compartilhar sua experiência. Queria saber uma coisa… Queria tirar meu filho do peito dura te a noite e deixar de dia, isso é possível? Com qts anos vc fez o desmame noturno e como foi?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *