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Dicas de presentes criativos para o dia das crianças

montagembrinquedosNo próximo dia 12 de outubro comemoramos no Brasil o dia das crianças, e o costume por aqui é, sempre que possível, dar aquele presente bacana para os pequenos.

Nós optamos por não estimular essa ideia aqui em casa e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para ensinar ao Huguinho que não é preciso ganhar um brinquedo novo para se divertir.

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Algumas ideias pra ajudar nossos filhos a terem mais autonomia em casa.

Dentro da minha trajetória profissional, trabalhei em uma escola que sempre proporcionou liberdade e autonomia para as crianças sob um enquadre seguro e acolhedor. Isso pra mim foi fantástico, pois pude ver e colocar em prática algumas teorias estudada nos livros. Porém, o mais belo e transformador disso tudo, foi ver as crianças se desenvolvendo com liberdade e segurança e totalmente empoderadas das suas escolhas.

Desde que Tom nasceu, eu quis oferecer essa liberdade em suas ações. Sabia que não era só papo de livro, tinha um efeito existencial na vida das crianças. Mas conforme as coisas foram se encaminhando, fomos atravessados por uma mudança e algumas casas no meio do caminho, e foi aí que me deparei com uma real dificuldade: a casa não proporcionava nenhuma autonomia pra ele. Aquela escola, a qual mencionei, era toda pensada e construída pra receber as crianças dentro de uma abordagem, mas aqui em casa, não. E aí surgiu a seguinte pergunta: Como proporcionar essa liberdade sem colocar o Tom em risco? É claro, que quando a gente fala de liberdade e autonomia, não falamos só da relação da criança com o espaço ou objetos, vai além disso. Acredito que também é necessário existir um discurso (do adulto para a criança) que favoreça e a legitime nesse lugar, de liberdade, escuta, respeito, troca e ação.

Bom, mas hoje vou deixar o discurso de lado e vou compartilhar com vocês alguns achados da internet (alguns nós temos e outros estão na nossa wishlist), que pouco a pouco, conforme vão surgindo as nossas demandas do dia a dia, vamos comprando ou fazendo. E olhem quanta coisa bacana tem por aí:

1. Cama (Montessoriana)

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Essa é a “cama montessoriana”, que privilegia a liberdade da criança , criando um espaço adaptado a sua perspectiva. A do Tom é bem simples, somente com um colchão no chão. Foto: Pinterest

2. Torre (montessoriana)

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Essa torre é maravilhosa! A criança pode ajudar nas tarefas da cozinha sem ter o perigo de cair. Aqui em casa nós não compramos a torre, mas temos um suporte que o Tom consegue subir e ajudar a preparar algumas coisas sem perigo. Ele ama! Foto: Pinterest

 

3. Cadeira de comida

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Amo essa cadeira! Quando a criança é bem pequena, ela possui um suporte para a protegê-la. Depois ela vai oferecendo autonomia pra criança subir e descer sozinha. Acabamos de tirar a barra de proteção do Tom. Agora ele sobe e desce todo bobo. Foto: Pinterest

Estante de livros

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A estante de livros na altura das crianças é sensacional. Elas aprendem a pegar e guardar os livros. A cuidar e a ter a liberdade de escolher o livro que elas querem ler. Foto: Pinterest

Bicicleta

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Esse tipo de bicicleta é paixão antiga… Mesmo antes de ter filho. Tom ainda não a tem, talvez papai Noel traga uma no Natal. 🙂 Mas pensar numa bicicleta sem pedal é fabuloso. Traz pra criança um trabalho de equilíbrio que as rodinhas “facilitam”. Proporciona controle dos movimentos e também autonomia. Mas estudem bem na hora de comprar, pois ela precisa ser leve pra criança poder conseguir levar. Acho que quem quer uma dessas sou eu! Foto: Pinterest

Banheiro:

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Pequenos ajustes no banheiro, ajudam a criança a ter mais autonomia na hora de utilizar o vaso sanitário. Ainda vamos começar esse processo por aqui. Foto: Pinterest

 

Banco banheiro:

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Esse banquinho é maravilhoso. Ele serve pra colocar no banheiro pra criança escovar os dentes. Ele possui esse suporte ao lado que gera segurança pra criança. O preço dele por aqui é absurdamente caro. Estou esperando meu sogro chegar pra fazer um pro Tom. 🙂 Foto: Pinterest

Sapatos:

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Ter alguns sapatos e acessórios na altura da criança é muito importante pra ela poder escolher. Foto: Pinterest

Fiz questão de não colocar a marca dos objetos pois a ideia era passar o conceito. Sei que algumas coisas são caras, mas a maioria delas dá pra gente colocar a nossa criatividade em prática e adaptar. E obviamente que, não é porque uma casa não tenha nenhum desses objetos que a criança não seja livre ou autônoma.

Contudo, quando a gente adapta o entorno da criança a suas potencialidades e necessidades, nós privilegiamos sua autonomia, criatividade e liberdade.

Beijos e até

 

 

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Ana Levada da Breca

ana-levada-da-breca“Ana Levada da Breca” era um dos livros preferidos da Pri na infância dela. Resolvemos resgatar essa história e lançar como uma dica aqui no Mama Connection.
O livro apresenta os conflitos de uma menina que começa a mudar seu comportamento por causa da interferência das pessoas mais velhas. Mas, ser do jeito que os outros querem, pode não nos deixar felizes. A história nos mostra que é preciso sermos nós mesmos, e que tudo na vida é relativo. É uma linda forma de mostrar às crianças que as pessoas não precisam e não devem ser todas iguais. Cada um é de um jeito, claro, e isso é que nos torna únicos e especiais.
Autor: Maria de Lourdes Krieger
Editora: Moderna

* A escolha dos livros para a biblioteca do Mama Connection é feita de acordo com os gostos das mamães Carol, Mari e Pri, e seus filhotes, claro. O Mama busca mesclar histórias escritas por autores nacionais e internacionais. Não há qualquer vínculo comercial com os autores e/ou editoras responsáveis por cada publicação indicada no blog.

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Como ter uma rotina da manhã tranquila?

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Pessoas sem filho acordam de manhã, tomam seu café lendo o jornal ou até vendo um programa matinal de notícias na televisão. Vão até seu armário e pensam em que roupa colocar para mais um dia de trabalho. Se arrumam, checam o relógio, abrem a porta e saem. Pode até incluir aí uma ida à academia de manhã. Ah! Que delícia que era sair para correr de manhã cedo e chegar cheia de energia no trabalho.

Essa era eu antes de ter filho. Minha rotina de manhã agora consiste em dar um pulo da cama e descobrir que o despertador já tocou há vinte minutos e sonâmbulamente eu desliguei, jogar uma água no rosto, colocar algo para comer na bolsa e colocar o café numa caneca térmica. Enfio a primeira roupa que vejo pela frente torcendo para que combine. Ah sim, eu checo a temperatura antes para ter certeza do que colocar, mas com o inverno chegando não tem muito erro, é frio e pronto. A maquiagem vai na bolsa porque não vai dar tempo de fazer muita coisa. Caso meu filho não tenha acordado, acordo ele, tento dar um chameguinho, mas não muito porque o relógio parece andar mais rápido pela manhã. Tento convencer ele de comer alguma coisa, mas ele está mais interessado em brincar com o pote de comida. A hora de escovar os dentes está sendo um dos maiores desafios aqui em casa, ele sempre fica muito aborrecido e isso nos leva uns bons minutos. Escolher a roupa não é difícil, o problema é convencer ele a ficar parado porque ele achou mais interessante mexer nas gavetas de meia, brinquedo favorito dele.  Depois de muita correria, consigo sair atrasada pela porta a caminho da creche. A sensação é de que estou numa gincana.

Vamos correndo pela rua, Gael vai cantando ou falando muito. Dou um beijinho de até logo e nem tenho tempo para muito papo, é hora de correr para pegar o ônibus. Chego tarde no trabalho e recebo alguns olhares de “boa tarde”. A minha vontade é de gritar “estou de pé desde às 5 da matina”. Pessoas sem filho não sabem de nada.

Teve uma noite que Gael acordou um milhão de vezes porque estava gripado, com nariz entupido. Chego no trabalho e tenho que ouvir um colega reclamando que dormiu muito mal porque comprou uma cama nova e ainda não se adaptou. Eu seria capaz de dormir numa cama de pedra, se tivesse como dormir a noite inteira. E não importa a noite que tivemos, 6h estamos de pé prontos para dar a largada novamente.

Isso porque meu filho ainda anda cambaleando, imagina como será quando ele crescer um pouco e correr? Como fazer ele acelerar o passo sem precisar gritar? É muito difícil essa rotina da manhã, e só estamos nela há um pouco mais de um mês. O problema é que temos hora para tudo, hora para acordar, para tomar café, hora que devemos estar na porta saindo, hora para dar tchau. E Gael não tem pressa, ele só quer brincar e se divertir. Quanto mais eu acelero, mas ele me desacelera com um sorriso no rosto.

Ainda bem que meu marido é bem tranquilo, conseguimos assim um equilíbrio. Agora, gostaria de saber, o que vocês fazem para ter um rotina da manhã tranquila, sem estresse, e ainda chegar na hora no trabalho (ou qualquer outro compromisso)? Qual o segredo?

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Que tem pressa para colocar o sapato?

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O que os nossos filhos realmente precisam?

img-20160911-wa0127Assim que descobri que estava grávida uma enxurrada de informações começou a despencar sobre a minha cabeça. Afinal, é preciso preparar o enxoval, o quarto do bebê, definir a decoração, comprar inúmeros artigos imprescindíveis para cuidar de um recém-nascido, e por aí vai.

Quando me dei conta, tinha uma lista enorme de “coisas a fazer” antes de o bebê nascer. E os cifrões foram surgindo, crescendo e ganhando forma.
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Bye Bye, verão!

Apesar de ainda estar fazendo muito calor por aqui (30 graus),  sei que estamos em clima de despedida, infelizmente! O verão já, já se vai…

Que Londres tem muita coisa bacana pra fazer, todo mundo já sabe, mas já imaginou no verão?  Além dos parques lotados, pubs cheios, e muitas atividades para as crianças, ainda rola praia “perto”, paddling pool e festivais de música.

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Atividades pra fazer em alguns parques por aqui. Esse é no Regent’s Park.

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Vários parques por aqui possuem paddling pool, que são “piscininhas rasas” , ou com pequenos chafarizes pras crianças brincarem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Outra coisa que o verão nos trouxe, foi uma lembrança maravilhosa da minha infância com a minha mãe e com meus irmãos na época das férias…  A casa sempre cheia de amigos, encontro na pracinha e banho de mangueira. Pude viver coisas bem parecidas com o Tom por aqui…

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Parques com areia e aqui é muito comum as crianças brincarem com giz.

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Aulas de música que o Tom frequenta, no verão, ocorrem ao ar livre, uma delícia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ah! Há quem diga que o verão aqui não é tão bom… Tudo nessa vida é relativo, não é? Para nós que saímos de uma cidade na Noruega, que ventava e chovia muito, estamos achando o Verão daqui uma maravilha!

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Passeio de barco pelo Tâmisa.

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Brighton – Situada cerca de 100 km ao sul da capital, Brighton é uma cidade litorânea supertípica, com praia de pedregulho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bom, nosso verão por aqui foi uma delícia… Lotado de muita brincadeira, amigos novos e passeios. Já estamos com gostinho de quero mais, mas prontos pra próxima estação, com galochas e guarda-chuva na mão, por que se tem uma coisa que a Noruega me ensinou foi:  não existe tempo ruim, existe é roupa errada.

Beijos e até

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O começo na creche

Assim eu fui para o primeiro dia na creche 🙂

Outro dia estava voltando do trabalho correndo para pegar meu filho na creche e de repente me deu uma sensação estranha… “Caramba, estou indo buscar meu filho na creche”. É muito louco isso, passei a vida inteira cumprindo o papel de filha e às vezes ainda me surpreendo por estar “do outro lado agora”, no papel de mãe.

E a vida passa tão corrida que uma coisa vai acontecendo atrás da outra, parece que não há muito tempo de ir assimilando tudo, vamos fazendo da melhor maneira que dá. E foi assim que passou o mês de agosto por aqui. Fomos para o Brasil, comemoramos o primeiro ano do Gael, voltamos, e ele começou na creche.

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O que a crise política tem a ver com o meu filho?

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Fonte: Agência Brasil

Pensei bastante antes de me aventurar neste post, mas não podia deixar passar um assunto tão urgente para todos nós brasileiros: a crise política.

Para ser ainda mais sincera, passei alguns dias me perguntando como abordar esse tema aliado à maternidade, que é o foco do nosso trabalho aqui no Mama Connection. Confesso também que não foi muito difícil concluir que a situação política atual no Brasil tem absolutamente tudo a ver com o meu, o seu, enfim, com os nossos filhos.

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Sobre a pior parte de morar fora: Saudade.

Rio de Janeiro. 

Se alguém me perguntasse se existe algo semelhante entre pessoas que moram longe, certamente eu diria que é a saudade.

Saudade que me pegou de jeito nesses últimos tempos… Há três anos morando fora, nunca senti algo tão forte como desta vez. E não se trata de estar satisfeita ou não com a cidade em que estamos morando, pelo contrário, Londres é paixão antiga, que amo cada vez mais. Eu vivo encantada com tudo por aqui.

Trata-se de pele, cheiro, vontade de estar perto dos amados. Do Rio, da comida, da energia, dos abraços, celebrações e despedidas.

Outro dia, da janela do meu quarto, vi minha vizinha recebendo sua filha e netinha. Quanta alegria naquele encontro! Encontro esse que acontece sempre entre elas… Fechei as cortinas e chorei. Chorei porque queria muito meu filho perto dos avós. Queria poder ter minha mãe e pai por perto pra viver constantemente esses encontros. Sei que amor não tem distância, barreira… mas não existe melhor lugar que um abraço, não é verdade?

Algumas coisas importantes aconteceram e fizeram esse sentimento aflorar. Meu irmão estava aqui e pude ver o quão lindo é a sua relação com o Tom. Tom ficou encantado com ele, chamava por ele o tempo todo. Que delicioso seria se fosse constante, com todos da família e não de tempos em tempos. Nesse período, também rolou as olimpíadas… e o Rio ficou “ligado” 24 horas aqui dentro de casa. Deu tanta saudade da terrinha. E pra finalizar, uma pessoa que eu gostava demais faleceu… É tão ruim estar longe nesses momentos. Duro não poder se despedir.

Ainda bem que temos a internet. Sempre agradeço por sua existência, pois “quebra não só um galho, mas uma árvore inteira”, pra nós que moramos longe. Tom não pode ouvir o barulho do face time em qualquer lugar que já fala: “mamãe, vovô”! Mas me questiono sempre sobre essas relações que são construídas através do computador, porque pra mim, é tão pouco. Tem horas (como agora) que dá vontade de mergulhar dentro da tela.

Bom, mas nessas horas a gente chora, pensa e chora de novo… heheheh. Porque tem coisas, como diz o ditado: “o que não tem remédio, remediado está”. E escolhas têm preço, e o preço de morar longe, é estar feliz, mas viver com a saudade. Ora pertinho, ora atracada fortemente com você!

Beijos e até…

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‘A vida com crianças’

arte_AVidaComCriancasNós, papais e mamães, sabemos bem as delícias e as dificuldades que surgem quando um bebê chega em nossas vidas. Por mais que esteja tudo planejado, pensado e programado, as coisas nem sempre acontecem exatamente como gostaríamos. É justamente nestas horas de aperto que boas dicas, ideias e sugestões vêm bem a calhar. Em “A vida com crianças”, as psicólogas Lulli Milman e Julia Milman (mãe e filha) nos ajudam a enfrentar as situações que surgem no dia a dia e que nos deixam, no mínimo, confusos.

Entre os tópicos discutidos estão desde as novas formações de família a problemas como bullying e castigo. As psicólogas falam também sobre sono, alimentação, amamentação, sexualidade infantil, a escolha da creche/escola, entre outros temas que fazem parte da rotina de todas as famílias com crianças pequenas.

Com uma linguagem simples e direta, o livro traz boas dicas e sugestões que podem ser utilizadas no nosso dia a dia. Afinal, uma ajuda é sempre válida, não é mesmo?

Autoras: Lulli Milman e Julia Milman
Editora: Zahar