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Gael e os Parques

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Uma das melhores coisas da região onde a gente mora em Oslo é a proximidade de 4 parques diferentes. Temos o St. Hanshaugen, o Slotts Park, o parque da igreja e o menor, mas não menos melhor, o parque da esquina. Eu não sei o nome do parque da esquina, mas como ele fica na esquina de duas ruas, apelidei de parque da esquina. O Gael adora todos principalmente porque têm um monte de grama para ele arrancar. Estou pensando em fazer uma proposta para os administradores para contratarem a gente como arrancadores oficiais de praga, porque o Gael adora arrancar as florzinhas amarelas.

Ficar em casa o dia todo pode ser muito bom por um tempo, mas para um bebezinho agitado que adora explorar tudo não é tão legal assim. Ainda mais num apartamento pequeno como o nosso. O Gael se diverte bem em casa na primeira parte do dia, que vai mais ou menos até um pouco depois do almoço. A partir dessa hora, derrubar os livros e brinquedos da estante, ou tirar todas as roupas das gavetas já não é tão mais interessante assim, então a melhor saída são os parques.

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A arte de chorar

Chegar em um novo lugar e não saber falar o idioma pode ser uma experiência muito desconfortável. Nós adultos, sentimos isso emocionalmente ao querermos nos comunicarmos, porém, se não soubermos falar a língua, não será possível estabelecer uma comunicação rápida para  resolver nossos problemas mais imediatos. Senti isso na primeira vez que fui para a Holanda, chegando em Amsterdam não sabia o que fazer. Naquele tempo celular não gravava mapas e não queria sair perguntando informações básicas, de como por exemplo era pegar um tram para qualquer pessoa desconhecida.
Faço essa introdução porque carrego isso em mente quando vejo um bebê chorando ou uma criança já não tão bebê agindo da mesma maneira. O bebê quando chega ao mundo, não tem a capacidade de falar e mesmo se tivesse, não conseguiria sintonizar os sons da fala com o significados das coisas. Por isso, o bebê chora não somente quando sente uma necessidade emocional, mas também em qualquer situação física que sente um desconforto: como fome ou dor. Chora porque esse é o recurso que ele tem para se comunicar, não conhece outra maneira. Um pouco diferente é quando a criança começa a crescer e mesmo já sendo capaz de se comunicar, chora por não saber se expressar melhor ou porque talvez, foi assim que ela aprendeu a ser ouvida.

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Huguinho e o meu primogênito

huguinho-mafuaMoramos aqui em Penedo há pouco mais de seis anos, e tem pouco mais de seis anos de idade o Mafuá, nosso grande companheiro dessa vida diferente que levamos aqui, com meno$, porém com mais qualidade de vida, liberdade, passarinhos coloridos e conversas fortuitas nas calçadas, aqui onde nem sinal de trânsito tem, ainda que tenha engarrafamento nos fins de semana mais concorridos dessa temporada de inverno.

Mas o Mafuá, um labrador americano de 40 quilos, tipo o Marley, é mais que isso: é um filho. Um filho diferente, é verdade, mas um filho. Costumo me referir a ele, ao Mafuá, como meu primogênito, para estranheza de alguns. Como do meu sogro. Quando ele vem aqui, ou quando o Mafuá vai lá, na casa dele, eu sempre digo: “Mafinha, diz oi pro vovô”. E o meu sogro sempre emenda de pronto: “Vovô, não! Não tenho neto cachorro!”. Sei, porém, que é um tanto da boca pra fora, de farra. Tal rejeição não combinaria com seu imenso coração.

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Ideias para distrair o bebê sem precisar falar “não” para tudo

Antes do Gael nascer li alguns livros, vi vídeos no youtube e acompanhei blogs. São muitas dicas e experiências e a gente foi separando as que achava mais interessante.

Uma que pareceu ótima era evitar dizer “Não” para seu filho. Não que isso signifique que tudo está permitido, mas recomenda-se evitar essa palavra ao falar com ele. Por exemplo, se ele quer comer a carteira do pai, a gente fala “Isso é do papai Gael, devolve para ele”. Ao invés de dizer “Não Gael!”. Isso porque guardando o “não” para situações especiais seria mais fácil ele entender, quando, por exemplo, estiver na beira de uma escada e você gritar “Não!”, ele saberá que é realmente importante.
É claro que, como muitas outras coisas que a gente imagina antes do nascimento, na prática não é tão fácil. É muito difícil principalmente quando é alguma coisa que precisa ser resolvida rapidamente ou quando, além de cuidar dele, temos que preparar a comida ou botar roupa para lavar. Agora que ele está super explorador está cada vez mais difícil e percebi que havíamos banalizado o “não”. Era “não” para tudo. “Não Gael”. “Não vai para a varanda!”. “Não joga o sapato do seu pai!”. “Não come a vela!”
Gente, estava me achando a mãe mais chata do mundo. Nada pode! É muito difícil achar um equilíbrio entre impôr limites e ao mesmo tempo deixar ele descobrir o mundo. Deve ser muito chato não poder fazer nada que ele quer.
Eu quero dar opções divertidas para ele e até deixo ele tirar coisas dos lugares, às vezes parece que passou um furacão por aqui. Quer tirar todas as fraldas do pacote, tira, depois a gente guarda. Mas sapato não rola deixar colocar na boca. E é muito chato falar não toda hora, falar “é sujo”, “é do papai e da mamãe” também não estão resolvendo. Acho mais fácil distrair com outras coisas.

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