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Gael pelo mundo: Itália

Uma das coisas que mais gosto de fazer é viajar e é uma alegria poder fazer isso em família. Minha licença maternidade está chegando ao fim e já tínhamos planejado uma viagem para o final dela. Na verdade, ela já acabou, mas eu estou usando minhas férias para estende-la, então queria muito usar esse tempo também para passear, já que depois não vou ter férias tão cedo. Viajar é bom demais, e viajar com filho também é divertido, mas um pouco diferente.

Sempre quisemos conhecer a Itália, mas queríamos fazer uma viagem com bastante tempo para conhecer várias cidades e fomos adiando, colocando outros países na frente. Bem, chegou a vez desse país cheio de lugares lindos e comida deliciosa e agora temos mais um integrante na família, por isso definimos que 10 dias era tempo suficiente e colocamos apenas Roma e Florença na lista (com Pisa de bônus) para poder conhecer com calma.

Na páscoa nós fomos para Madrid e não nos programamos nada. No dia em que chegamos lá, depois de colocar Gael para dormir, foi que eu fui olhar o que tinha de interessante para visitar e tentar planejar o que fazer no dia seguinte. Isso não foi nada bom, achamos que podíamos ter aproveitado melhor a cidade e ter comido em restaurantes melhores. Então, para essa viagem eu e Conrado colocamos como tarefa de casa estudar e tentar planejar melhor o que fazer. No final acho que deu tudo certo, definimos uma região/atração por dia e se desse para fazer mais alguma coisa isso seria bônus.

Não tem jeito, viajar com criança é diferente. Especialmente para a gente que gosta de economizar, sempre nos hospedávamos em albergues, comíamos em lugares simples. Agora a realidade exige maior conforto para todos. A coisa mais importante que fizemos foi alugar um apartamento (usamos o airbnb), com sala, quarto e cozinha. Gael dorme bem mais cedo que a gente, então era importante ter um quarto para ele dormir, enquanto tínhamos mais liberdade na sala e podíamos fazer a comida dele. Além disso, os apartamentos tinham berço, então ficamos tranquilos com ele dormindo.

Chegamos em Roma dia 1 de maio e dia 6 pegamos o trem para Florença, onde ficamos até o dia 9. Dormimos a última noite em Pisa, apenas porque nosso voo direto saía de lá. Acho que o tempo que ficamos nessas cidades foi suficiente para conhecer os principais pontos turísticos. É claro que Roma é uma cidade enorme, com muitos segredos para descobrir, ficou um gostinho de quero mais e vontade de voltar. Mas com criança temos que passear tranquilos, dentro do ritmo do Gael que fica cansado passeando muito tempo. Um dia tentamos fazer ele tirar a primeira soneca na rua e não deu certo, ele dormiu super pouco e acabou atrapalhando as demais sonecas. O sono dele é bem sensível e ele está acostumado a tirar essa primeira soneca no berço, então tivemos que mudar os planos. Como ele acorda super cedo às 6h (lá chegou a acordar às 5h, mas eu não reclamei porque ele dormiu direto de 9h às 5h), a primeira soneca é cedo também. Foi até bom usar esse tempo de manhã para preparar tudo e sair tranquilos em torno de 10:30, o que nem é tão tarde assim.

Ficávamos na rua até 16 ou 17h, mais ou menos, quando ele já estava para lá de cansado. Além disso, Gael ainda não anda, mas é um bebê que se move bastante, engatinha, se apóia em tudo para ficar de pé. Ele sentia falta de ficar no chão, explorando, acabava ficando muito tempo no carrinho ou no colo. Tentamos encaixar uma programação no parque, mas o tempo passava rápido demais, quando víamos já era quase hora de ir embora, ou a chuva atrapalhava nossos planos. Quando chegávamos em casa e soltávamos no chão, ele ligava o nível que chamamos de “redbull”. E se ele não dormia direito na rua, passava para o nível “esquilo pós-redbull”.

Quando a gente viaja, tentamos respeitar a rotina dele, mas por mais que nos esforcemos ela sempre é afetada. É muita novidade, muita coisa para olhar, eu tento não me estressar muito com isso, contanto que ele aparente estar bem. Quando ele ficava muito cansado, a gente preferia encerrar o dia e ir para casa descansar.

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Eu achei Roma uma cidade bem acessível, isso me surpreendeu bastante. Esperava mais caos, mas todas as estações de metrô por onde passamos tinha elevador. Até no Coliseu, onde fomos com o canguru, pois esperava ser confuso com carrinho, tinha elevador para quase todos os andares. Andar de ônibus é mais confuso, parece não ser costume entrar com carrinho e mesmo o metrô em horário de rush fica impossível entrar. Mas o centro de Roma, e onde ficam os principais pontos turísticos, não são muito distante entre si, por isso fazíamos a maior parte dos deslocamentos à pé. Outra coisa que mudou também com filho, pegamos taxi algumas vezes para voltar para casa mais rápido, o que nunca faríamos antes.

É preciso também desapegar de algumas coisas, como por exemplo, fraldário. Tentávamos ir nos lugares mais bonitinhos e limpinhos, mas trocador nunca tinha, então trocamos ele no nosso colo mesmo, sem frescura. E da-lhe álcool em gel. Os restaurantes também não tinham cadeirinha, mas todos podiam entrar com carrinho (aqui na Noruega muitos restaurantes proíbem a entrada). Eu nem perguntava, já ía entrando e os garçons já vinham sorrindo pro Gael, abrindo espaço, não tivemos problema nenhum. Também não fomos em nenhum restaurante super chique, ficamos no clima família e foi ótimo.

No geral a viagem foi uma delícia. Na itália Gael descobriu que falar alto e gritar é permitido. Sorrir e falar com estranhos também. Os italianos adoram criança e toda hora vinha um falar com Gael. Ele que gosta muito de atenção, olhar para as pessoas e sorrir, ficava em êxtase. Era o dia todo “Ciao, belo!” E sorriso para todo lado acompanhado de gritinhos. Fofo demais, não posso negar. Não vejo a hora de explorarmos outra cidade juntos.

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