Fim de férias: de volta ao frio

Acabamos de voltar de longas férias no Brasil, foram mais de 40 dias aproveitando aquele calor gostoso do Rio de Janeiro. Foi bom demais apresentar nosso pequeno para família e amigos e curtir um aconchego familiar. Depois de tanto tempo sozinha com Gael aqui em Oslo, precisava muito socializar e receber carinho de quem estava longe quando ele nasceu.

Pena que o tempo passou tão rápido e já estamos aqui de volta a Oslo. Ainda bem que o frio mais intenso já passou (talvez ele ainda volte, nunca se sabe) e voltamos com uma temperatura razoável, depois de tanto rodar pelo Rio de Janeiro eu e Gael iríamos ficar entediados trancados em casa.

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O desmame noturno

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No post de hoje vou contar um pouco sobre a minha experiência em relação ao desmame noturno. Adianto que foi difícil, mas necessário.

Desde que o Huguinho nasceu estipulei como meta amamentá-lo no peito o máximo de tempo possível. Nunca tivemos nenhuma grande dificuldade nesta troca, embora ele tenha ficado quase 24 horas sem mamar quando nasceu devido a uma “reserva”, segundo a equipe do hospital. Mas logo nos entendemos.

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Uma aventura nos céus: viagem de avião com bebê

Viagem de aviãoDesde que engravidei eu sabia que esse dia ia chegar e morria de medo só de imaginar. Morando em Oslo, era inevitável que uma hora viajássemos para visitar a família no Brasil e teríamos que enfrentar longas horas de avião com nosso filho pequeno. Às vezes até pensava que poderia prolongar minha estadia no Brasil ou ir um pouco antes do meu marido, mas me assustava só de pensar em ficar sozinha com meu filho dentro do avião.

Mas Gael nasceu, e aos poucos fui ganhando confiança. A princípio nós três viajaríamos dia 18 de dezembro, mas a ansiedade foi tanta que quando surgiu a oportunidade de antecipar minha passagem, confirmei feliz. O que me ajudou a me deixar mais segura foi uma viagem longa de carro que fizemos mais ou menos um mês antes. Foram cinco horas de estrada e várias paradas para solucionar crises de choro. Nós não temos carro em Oslo, então ele não está acostumado a sentar na cadeirinha, só topamos mesmo esse passeio porque queríamos muito visitar nossos amigos. Acabou que essa primeira viagem de carro me mostrou que viajar de avião não seria tão difícil. Para um bebê que não consegue tirar longas sonecas (e isso rende um post longo), a viagem de carro é muito pior. No avião ainda posso passear um pouco com ele para se distrair. No carro não, ele tem que ficar sentadinho, e isso é muito entediante para um bebê que está descobrindo seus movimentos. Se sobrevivemos a essa viagem, já sabia que o avião não seria pior. Afinal, no voo era diurno o máximo que poderia acontecer era ele não dormir. Então no dia 12 de dezembro, eu e Gael nos despedimos do seu pai e embarcamos nessa aventura.

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Tecendo laços

 

Outro dia li um texto na internet que me emocionou muito: cheio de força e verdade, cada palavra escrita fez um bem danado ao meu coração. Falava sobre a importância de ter uma rede de apoio na maternidade, poder contar com o outro, pedir ajuda, tirar dúvidas…

Pra mim é claro porque esse tema me mobilizou. Morando fora do meu país, e sem poder contar com ajuda da minha família (mãe, pai, sogra, irmãos, tia), senti necessidade de encontrar uma rede na qual pudesse me apoiar nesse momento tão especial e transformador. Penso que essas redes de apoio, são redes de amor e sobrevivência, fundamentais ao longo do desenvolvimento humano, tendo destaque durante períodos de transição e de mudanças, quando naturalmente são exigidas adaptações.

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E quando começam os tombos… O que fazer?

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Tenho aprendido com a maternidade que ser mãe é como abrir uma caixinha de surpresa por dia. É incrível como tudo muda de uma hora para outra. E tudo isso porque o crescimento e o desenvolvimento do bebê são muito rápidos.

Se existe um lado chato nesta história é que junto com o crescimento e a vontade de explorar o mundo (leiam também o post anterior: “Ele já não é mais um bebezinho…”), os tombos dos bebês são inevitáveis. Sempre me alertaram de que esta hora chegaria, mas, na minha doce ilusão de mãe de primeira viagem, achava que o Huguinho passaria imune. “Mamãe bobinha…”, já diria a Peppa Pig!!!

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Mãe e filho vão passear

Depois que passou toda a novidade do parto, as primeiras semanas com Gael em casa, as visitas foram embora, o pai voltou a trabalhar, eu me vi em casa sozinha com meu filho. Oslo não é como o Rio onde rapidinho as mães fazem amizades na pracinha. Eu saía para passear, mas ninguém olhava para meu filho, não rolava um sorrisinho no rosto ao cruzar com outras mães, do tipo “estamos juntos”.

Decidi que para minha saúde mental e para o bem do meu filho eu precisava sair de casa. Instituí passeio diário, mas chegou um período em que ele não queria mais ficar no carrinho. Então, passei a sair de canguru (eu uso da marca Ergobaby e amo), mas Gael ganhou peso muito rapido e rapidinho ficou pesado passear pela cidade. Precisava procurar outras atividades e conhecer outras mães dispostas a conversar e trocar experiências. Foi então que descobri que Oslo tem muito a oferecer para mães em licença maternidade.

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2 malas e 1 malinha: 10 dicas pra aproveitar a deliciosa saga de viajar com seu bebê.

 imageSe sair de casa para ir ao shopping com o pequeno já é uma aventura, com tanta tralha que a gente leva, imagina viajar para outro país ou cidade?! Haja mala pra caber tanta coisa! Ainda mais quando se é mãe de primeira viagem, como eu. Malas prontas e passaporte (documentos) em mãos, inúmeras dúvidas aparecem… como faz com o carrinho? Como carregar mala, bebê, bolsa…? O que de fato é importante levar?

Quando fiz minha primeira viagem de longa duração, com meu filho, ele tinha 3 meses. Da Noruega ao Brasil (total de 15 horas de voo), outro mundo se abriu pra mim. Por ser uma defensora acirrada do respeito ao tempo do bebê e ao mesmo tempo amante de viagens, junto com meu marido, precisei me adaptar a esse novo mundo. Foi necessário encontrar um ponto de equilíbrio, pra no final, valer a pena todo esforço da deliciosa saga de viajar com filho pequeno.

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Ele já não é mais um bebezinho…

mama-huguinhoO Huguinho já está prestes a completar 1 ano e meio. Ele já não é mais um bebezinho, daqueles calminhos que podemos deixar no tapete brincando para buscar um copo d’água na cozinha. Outro dia tive a prova definitiva disso.

Fomos aos Correios com o papai buscar uma correspondência. Chegando lá havia um menininho brincando sozinho enquanto o avô era atendido. O Huguinho não aguentou sequer um minuto no colo. Pulou para o chão e os dois começaram a brincar de pique. O menino, de três anos, liderava a brincadeira, e o Huguinho dava gargalhadas em alto e bom som! Ficamos eu e o meu marido vendo aquela cena impressionados. Acho que a sensação dele foi a mesma que a minha: o nosso bebê está crescendo, e rápido!

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Meu pequeno viking: como foi minha experiência de engravidar na Noruega

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Em 2015 me tornei mãe pela primeira vez. Para quem ainda não sabe, moro em Oslo com meu marido e foi na capital norueguesa onde engravidei e tive meu filho. Confesso que quando engravidei pensava mais no meu desejo de ser mãe do que nas consequências de ter um filho em um país estrangeiro. Muita coisa é diferente do Brasil e achei que seria legal contar por aqui. Vale dizer que essa foi minha única experiência como grávida e só sei como é ser grávida no Brasil através de relatos ou leituras.

A principal diferença que não poderia de deixar de citar são os benefícios que o sistema se saúde nos oferece. Como grávida na Noruega não pago nada. Tenho direito a médico e consultas gratuitas no posto de saúde com a pessoa responsável pela saúde da mulher e bebê. Na Noruega o nome desse profissional é jordmor, em português seria obstetriz, também conhecida como parteira, mas na verdade elas cuidam não só do parto, mas também das gestantes, parturientes, puérperas e recém-nascidos. Tive a sorte de pegar uma jordmor maravilhosa, muito atenciosa e que não se importava em falar inglês conosco. Nós até nos viramos no norueguês, mas não temos o vocabulário amplo para arriscar manter uma conversa em norueguês se tratando de um assunto tão importante. Minhas consultas, exames e parto foram em inglês.

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O que é esse colar no pescoço do seu filho?

Foto:joaosouzaphotos

 COLAR DE ÂMBAR: O que é? E pra que serve?

Desde que chegamos ao Brasil para as férias, uma das frases que mais ouço quando saio com o Tom é: que colarzinho é esse que seu bebê usa?!  Confesso que já ouvi coisas bem engraçadas a respeito do colar no pescoço do Tom…

“É proteção espiritual?”

“É pra parecer carioca?” (Para quem ainda não sabe, Tom nasceu e vive na Noruega)

“É moda na Europa?”

“É pra equilíbrio energético?”

Bom, é por causa dessas e outras perguntas, junto aos diversos olhares de estranheza para o bendito colar, que resolvi falar e contar um pouquinho da nossa experiência com o colar de âmbar.

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