Para tudo tem uma primeira vez

gael

Na primeira vez que peguei meu filho nos braços ele estava com os olhos arregalados e chegou encolhidinho, meio pálido. As esfermeiras faziam cosquinha para fazê-lo chorar e abrir os pulmões. Mas ele só fazia uns barulhinhos baixos e olhava arregalado sem entender o que estava acontecendo. Estava muito cansado depois de um longo trabalho de parto. Eu só conseguia olhar e acariciar e sorrir. Sempre que pensava nesse nosso primeiro momento me imaginava chorando muito e acabava chorando só de pensar. Mas eu não chorei, só conseguia sorrir.

A nossa primeira noite juntos foi bem tranquila. Ele dormiu no bercinho da maternidade ao lado da minha cama, um sono tranquilo que me deixou até preocupada pois mamou quase nada no primeiro dia. “Ele pode estar muito cansado”, diziam as enfermeiras. Não deu outra, a segunda noite foi a noite da amamentação.

Quando arrumei meu filho no carrinho para ele dar seu primeiro passeio foi que chorei pela primeira vez. Tudo parecia tão especial: empurrar o carrinho, ve-lo ali deitadinho quietinho olhando a parede do cestinho, e vê-lo dormir tão bem. Ah dormir, que delícia saber que meu filho dorme no carrinho!

As duas primeiras semana em casa com meu filho foram muito especiais. Mãe, pai e filho juntinhos 24 horas, curtindo cada momento. Acordava muitas vezes para amamentar, mas ele dormia rápido e estendia o sono até 9 horas da manhã. Ah que delícia, tenho saudades disso 🙂

Quando fiquei sozinha com ele em casa pela primeira vez me senti muito insegura. Ok, na verdade deu um desespero. E se ele não quisesse ficar comigo? E se chorasse sem parar? Será que ele vai dormir? Tinha muito medo de não conseguir fazer a coisa certa. Senti o peso da responsabilidade de criar um filho pela primeira vez e pensava o tempo todo que tinha que estar tranquila pois ele iria absorver tudo que eu sentisse.

O primeiro banho do Gael foi o pai que deu. O plano era eu ficar do lado e ajudar caso precisasse, e também tirar fotos. Mas ele chorou tanto, mas tanto, que o banho foi tão rápido e não deu pra fazer muita coisa. Nem sei o que deu tempo de limpar, o pai colocou e tirou da banheira muito em segundos. Hoje ele adora banho e a gente se diverte.

Ser mãe pela primeira vez traz um misto de emoções. Ficava muito preocupada quanto ao que fazer quando trouxesse ele para casa, procurava por uma lista na internet com rotinas de bebês, coisas do tipo “saiba o que fazer quando chegar em casa com seu filho recém-nascido pela primeira vez”. Hoje eu rio ao lembrar dessa preocupação. Você simplesmente vai saber o que fazer, mesmo lendo vários livros, não há um manual a seguir, cada bebê é um bebê. E eu amo muito o meu, um amor que não para de crescer e me deixa boba olhando pra ele e sorrindo. Mesmo com olheiras e sem dormir bem, não tem como não se apaixonar.

Para tudo tem uma primeira vez. Esse é meu primeiro post e estou muito feliz em poder dividir minhas experiências por aqui. Adoro ler relatos de mães e espero que tenha alguém por aí para ler os nossos.

6 thoughts on “Para tudo tem uma primeira vez

  1. Gostoso de ler como foi sua experiência nos primeiros dias com o Gael, Carol. E apesar de ainda não ter tido o meu pequeno já concordo que cada família tem que achar a sua forma de lidar com o bebê, os manuais e relatos ajudam a dar uma ideia, mas acredito muito no instinto que aflora nesse momento.

  2. Caramba eu me senti da mesma forma… Que não ia saber fazer nada, li mil coisas, antecipava tudo!!! Mas quando Betina chegou foi natural, nasceu uma mãe. Acho que a gente cria uma força que nem imagina ter.

    • Oi Manu! Tivemos filhos quase na mesma época né? Gael faz 5 meses hoje 🙂 Agora a gente já está super íntimo, mas no começo é tanta insegurança! Beijos

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