Maternidade: sonho, realidade e olheiras!

huguinho

O Huguinho foi tão sonhado, programado e planejado que veio sem pedir licença! Já chegou chegando, literalmente! O meu marido foi o primeiro a ter certeza de que eu estava grávida. Na época, além do trabalho de jornalistas, tínhamos uma loja de produtos turísticos aqui em Penedo, e em meio à loucura das nossas vidas, resolvemos subir a serra em um feriado de meio de semana para descansar um pouco. Bastou eu dizer que estava com vontade de comer um chocolate que ele passou dois dias garantindo que eu estava grávida. Assim que voltamos para casa fiz um teste de farmácia para acabar com aquela “falação”, mas ele tinha razão.

A partir daí as nossas vidas tinha que mudar. Eu já estava com quase oito semanas de gestação. No geral a minha gravidez foi bem tranquila. Tive poucos episódios de enjoo e mal estar. O que mais incomodou foi uma dor nas costas que me acompanhou durante o último trimestre, mas nada que tirasse a nossa empolgação.

O enxoval do Huguinho crescia a cada dia. As vovós, vovôs, titias e titios, além dos amigos, deram conta do recado. Nós mesmos não compramos quase nada. Como moram em outras cidades, todas as vezes que eles nos visitavam vinham com presentes. Pra gente foi ótimo. No início me sentia um pouco incomodada por não estar escolhendo o que iria compor o tão falado enxoval do bebê, mas aos poucos percebi que isso era bobagem. Hoje agradeço por não ter seguido as milhares de dicas que li na internet sobre artigos supostamente essenciais para um recém-nascido. Uma coisa eu já aprendi: a maternidade virou um negócio muito lucrativo.

Durante a gravidez não passei imune aos conselhos, dicas, recomendações etc etc etc. Cheguei a ouvir frases feias, como “nem parece que você está grávida” ou “essa barriga não é compatível com xx meses de gestação”, e por aí vai. Seria mentira dizer que não me incomodava, mas o que importava de verdade era saber que o Huguinho estava crescendo e se desenvolvendo bem.

Quando a data prevista para o parto se aproximava, começaram a pipocar as perguntas sobre se eu escolheria parto normal ou cesárea. Outro momento incômodo. Como estamos no país das cesáreas, lá estava ela, a minha data marcada: 16 de julho de 2014, às 11h. Mas, como disse no início, o Huguinho já chegou chegando, literalmente. Um dia antes do previsto ele resolveu dar o ar da graça. E tudo nos levou a ter um parto normal, de curta duração, mas não sem alguns “tristes” detalhes, que conto em outro post.

O meu bebê nasceu no dia 15 de julho de 2014, com 3.100kg e 48 cm. Aquela coisinha pequenininha, frágil e tranquila já é um menininho levado, sapeca e feliz que acaba de completar 1 ano e 5 meses.

Hoje tenho mais cabelos brancos, mais olheiras, mais sono acumulado, a casa mais desarrumada e menos tempo para um simples banho. Se vale a pena? Acho que o nosso blog responde por mim… Até a próxima!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *